Resenhas

Screaming Females – Rose Mountain

Ótimas composições vem para prolongar a base de referências Punk da banda de Marissa Paternoster

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Selo: Don Giovanni Records
# Faixas: 10
Estilos: Rock Alternativo, Indie Rock, Punk
Duração: 35:04
Nota: 3.5
Produção: Matt Bayles

É possível que os herdeiros da sonoridade Punk sejam os mais saudosos dos “roqueiros” de hoje em dia. Digo isso no sentido de um comprometimento com a estética como um todo, não apenas sonora. Uma banda chamada Screaming Females começa já por aí a mostrar que está cumprindo direitinho seu papel.

Daí Rose Mountain, seu sexto álbum, seguir esse clima de demarcar seu lugar ao sol dentro da turma que carrega influências do Rock Alternativo e Indie Rock para fazer um Punk quase atemporal, já que poderia ter sido escrito e tocado assim em qualquer momento das últimas três décadas. E o maior triunfo do disco é dar continuidade a esse espírito em algumas faixas muito boas e outras que meramente cumprem seu papel de firmar a identidade do grupo.

Com um baixo sempre marcante, faixas como Empty Head e Burning Car conseguem cativar o ouvinte e até mesmo impressionar, enquanto variações de humor, como em Wishing Well, são agradáveis surpresas na audição, mostrando que vale a pena seguir um caminho paralelo a favor da sua composição – no caso, uma balada mais puxada para o Surf Rock.

No geral, Rose Mountain é cheio de músicas que parecem tentam impressionar o ouvinte com sua força, ou com uma letra muito direta e/ou sincera, mas fica a impressão de algo que funcionaria melhor com um público ao vivo após algumas bebidas. Ouvindo assim, como disco, é divertido – o que é bom -, mas não passa disso.

Fica claro que a força de Screaming Females vem não de sua herança Punk na música, mas do vocal cheio de personalidade de Marissa Paternoster. Se é justo ela carregar toda a identidade da banda nas costas, é difícil afirmar, mas fica a sensação de que suas ótimas composições (preste atenção em Criminal Mind) poderiam ser melhor aproveitadas com uma liberdade maior na criação e uma ambição estética menor. Talvez, a atitude mais Punk seria ir contra essa estrutura que as bandas construiram em torno do termo.

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Autor:

Comunicador, arteiro, crítico e cafeínado.