Resenhas

Shout Out Louds – Optica

Boas faixas tem sua audição prejudicada pela longa duração, mas as músicas ganham mais vida para quem se dedicar a encontrar suas preciosidades

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Ano: 2013
Selo: Merge Records
# Faixas: 12
Estilos: Indie Pop, Synthpop
Duração: 55:50
Nota: 3.0
Produção: Shout Out Louds

A fria Suécia é, há muito tempo, um bom contribuinte ao cenário da música internacional, nas mais diferentes vertentes. Um bom representante do país para a sonoridade Indie Pop mais festeira é a Shout Out Louds, que chega ao seu quarto álbum de estúdio com uma dose moderada de energia em doze faixas que chegam a quase uma hora de duração.

Digo isso porque, mesmo com músicas com a empolgação certa para não ser cansativo, o longo tempo de audição pode deixar a sensação de que as músicas são parecidas demais. Com isso, ouvir o disco pode virar um exercício de encontrar a personalidade própria de cada uma das faixas. Uma vez que você acha esses detalhes, é aí que álbum toma sua verdadeira forma.

A abertura com Sugar, uma oscilante jornada entre diferentes timbres e momentos, dá o tom Pop que o álbum assume até o fim, mas não necessariamente na variação que ele enfrenta. O single Illusions chega em seguida trazendo a cara de anos 80 que várias das músicas também possuem, com sintetizadores e cores próprias do resgate à estética daquela década.

O que outras músicas tem em comum também é a guitarra marcante e as harmonias vocais sempre presentes nos refrões. Algumas delas tem um certo “carisma” mais evidente, o que deixa fácil reconhecer quais são os singles (caso de Walking in Your Footsteps e Blue Ice) e quais os prováveis candidatos a hit (como Where You Come In ou mesmo Glasgow – se fizerem uma radio edit de seus sete minutos de duração).

As canções são todas boas, mas a maior parte delas acaba se homegeneizando com a maioria. Ao mesmo tempo que vale a pena procurar as preciosidades escondidas em cada faixa, tenho a impressão que a banda não tinha intenções que isso acontecesse, mas que a percepção desses detalhes fosse mais imediata. O resultado é que as faixas acabam funcionando melhor sozinhas do que no todo.

Ou seja, vale a pena dar uma chance para elas isoladamente se você não curtir o álbum.

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Autor:

Comunicador, arteiro, crítico e cafeínado.