Resenhas

Sky Ferreira – Ghost

Sob boa produção, a descendente de brasileiros traz EP que transita entre estilos e não desaponta do começo ao fim

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Ano: 2012
Selo: Capitol
# Faixas: 5
Estilos: Dream Pop, Pop Alternativo, Pop
Duração: 18:52
Nota: 4.0
Produção: Jon Brion, Dev Hynes, Greg Kurstin, Cass McCombs, Ariel Rechtshaid

Sky Ferreira está na busca por seu espaço de destaque perante as demais dezenas de cantores e cantoras Pop já faz algum tempo, tendo se arriscado em músicas plenamente radiofônicas que chegaram a fazer um pequeno rumor, mas nada altamente emplacado e reconhecido a um extenso público. A garota vinha apostando apenas em singles e não chegou a lançar um material físico na época de seus primeiros hits, como a pegajosa One e a agregada Obsession.

Algum tempo em reflexão sobre qual caminho seguir e a socialização e aproximação dos contatos certos rumaram a descendente de brasileiros para um novo caminho bem mais estabelecido e renovado do que a pasteurização tentada em alguns anos. Sky, recentemente, vem sido produzida por Devonté Hynes, que, além de conduzir sua própria carreira enquanto Blood Orange, tem sido uma boa aposta para artistas que procuram por uma assessoria e produção técnica voltada a um produto mais honesto e um público que o consome de uma forma menos mastigada. Contando com o apoio de Dev é que a musicista lança seu EP Ghost, que transita em vários estilos e não decepciona em nenhum deles.

Pra quem procura por linearidade sonora e encaixar Ferreira em uma vertente musical, ouvir esse disco não é a melhor dica. A cantora transita entre nuances de um arranjo Folk apaixonado e guitarras apoiadas numa Surf Music lamuriosa, como é possível se ouvir em Sad Dream e Ghost. O Dream Pop moderno e os timbres eletrônicos marcados também participam na compilação através das faixas Lost In My Bedroom e Everything Is Embarrasing e no meio de tudo isso, riffs quase rebeldes de guitarra, vocais despretensiosos e letras sedutoras embalam o ritmo de Red Lips.

A flexibilidade da garota atravessa por mais de quatro ritmos diferentes sem desapontar em nenhum deles e as referências do Pop, como Taylor Swift, Marina And The Diamonds e Pretty Reckless, são batidas no liquidificador e retraduzidas de uma maneira muito mais interessante e refrescante, mostrando que seu primeiro álbum de estúdio, cotado para sair no próximo ano e pré-nomeado como I’m Not Alright, pode surpreender e agregar novidades ao seu ritmo de origem.

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BOM PARA QUEM OUVE: Solange, Jessie Ware, Ellie Goulding
ARTISTA: Sky Ferreira

Autor:

Jornalista por formação, fotógrafo sazonal e aventureiro no design gráfico.