Resenhas

Sleigh Bells – Reign of Terror

Com uma pegada Pop forçada e uma postura roqueira simulada, o duo do Brooklin consegue manter a mesma vibe de seu hypado debut neste seu segundo disco – ou seja, nos cansando novamente com seu Noise Pop meio Lo-Fi

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Ano: 2012
Selo: Mom + Pop
# Faixas: 11
Estilos: Noise Pop, Experimental, Lo-Fi
Duração: 36:25
Nota: 1.5
Produção: Derek Miller
Livraria Cultura: 29535637

Quando se constrói um som à base da adrenalina e efeitos de guitarra, ele só funciona de verdade quando está ao vivo. Sem saber disso, o Sleigh Bells lançou seu Reign of Terror, que se apresenta como um amontoado de barulho. Suas melodias aceleradas e baseadas no Noise Pop acabam se tornando cansativas ao longo do disco e se tornando uma grande bagunça barulhenta. Com alguns toques experimentais e Lo-Fi, o único encanto fica por conta da voz de Alexis Krauss, mas o conjunto não agrada muito.

O duo, encabeçado por Derek Edward Miller nas guitarras, conseguiu logo de cara emplacar o seu debut, Treats de 2010, que virou um grande sucesso entre o público mais hipster, passando aos poucos a integrar um gosto mais comum. Nessa mesma época, os músicos chegaram a tocar em grandes festivais como Coachella, Primavera Sound Festival e Pitchfork Music Festival, além de aparecerem em algumas trilhas sonoras, como Gossip Girl e a versão americana de Skins.

Passada toda essa hype inicial, é claro que a expectativa para esse novo disco seria alta, mas Derek com seus riffs reciclados do Glam Rock e do Metal e sua marca registrada, a mistura de o barulho, Drum Machine e voz (às vezes gritada e às vezes gemida demais de Alexis), não consegue encontrar um meio termo harmonioso. O barulho aqui parece ser mais importante que o resultado final.

A falta de almejar algo a mais nesse disco parece ter deixado a banda estagnada em suas velhas fórmulas e barulho, sem inovações e parecendo querer agradar somente aqueles velhos fãs. Não que isso seja um problema, mas a impressão é que a banda não quer chegar a novos públicos.

A abertura num clima de falso show consegue traduzir bastante a vibe do disco: o duo com uma postura roqueira que realmente não há. True Shred Guitar mostra a postura artificial do Rock, com suas melodias bem ao estilo Pop, mas carregada por guitarras distorcidas e muito barulho. Comeback Kid, End of the Line e You Lost Me evidenciam essa faceta Pop do duo e mostram que essa pegada Noise só esta aí para camuflar a acessibilidade do som.

Esse falso Rock apresentado pelo Sleigh Bells não encanta em nada. Sem novidades, o que impera nesse álbum é o barulho a qualquer custo suavizado pelas drum machines e melodias forçadas, resultando em um disco cansativo e artificial.

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BOM PARA QUEM OUVE: The Kills, Grimes, Cults
ARTISTA: Sleigh Bells

Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts