Resenhas

Tera Melos – Trash Generator

Disco proclamadamente experimental realiza bom trabalho, mas não inova

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Ano: 2017
Selo: Sargent House
# Faixas: 12
Estilos: Rock Alternativo, Rock Experimental, Math Rock
Duração: 41'
Nota: 3.5

O quanto uma música é “Experimental” se outros já realizaram experimentos muito semelhantes antes? Tal questionamento é válido para o que o trio Tera Melos apresenta em Trash Generator, disco apresentado com tal classificação.

Munido também do conceito Math Rock, o grupo trabalha suas doze faixas com o mesmo espírito de realizar algo bastante fora do que é convencional em uma escala maior – é aquela motivação de propor um outro tipo de música que vai de encontro em vários quesitos (cadência, harmonia, ritmo etc.) com aquilo que a grande maioria da produção musical popular é baseada.

Em Trash Generator, a começar pelo título, isso chega com uma postura “desencanada” que remete muito a um tipo de Rock que a banda parece querer desconstruir, aquele som feito por grandes nomes cujo maior exemplar hoje em dia é muito provavelmente Foo Fighters. É como se, em um misto de bom humor e vontade de incomodar, o que poderia ser uma canção mais convencional torna-se uma faixa desafiadora e até mesmo estranha com elementos do Pós-Grunge – ouça Drawing, Your Friends e Like a Dewclaw que logo vai entender.

É muito válido ressaltar, porém, que não é um álbum que oferece algo necessariamente novo – o que, se você parar para pensar, é o combustível do experimentalismo. Mesmo apresentando-se como um trabalho sólido em produção e conceito (e com respiros peculiares, como GR30A11), Trash Generator dificilmente se tornará um preferido entre os fãs do estilo, tampouco conseguirá migrar para fora dele, como fizeram nomes como Battles e Foals.

(Trash Generator em uma faixa: Your Friends)

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Autor:

Comunicador, arteiro, crítico e cafeínado.