Resenhas

The Hives – Lex Hives

Depois de cinco anos de espera, os suecos trazem um novo disco gravado independentemente e que mantém a mesma fórmula tradicional da banda, mas não repete a qualidade dos anteriores

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Ano: 2012
Selo: Dique Hives
# Faixas: 12
Estilos: Garage Punk, Garage Rock, Indie rock
Duração: 31:14
Nota: 3.0
Produção: The Hives
Livraria Cultura: 30046301

Após cinco anos de espera, eis que The Hives lança seu quinto álbum de estúdio: Lex Hives. O motivo da longa espera foi o fato do disco novo ter sido gravado totalmente de forma independente. Após ter sido agenciada por gravadoras em todos os álbuns anteriores, a banda decidiu que iria fazer o disco de sua maneira e no seu tempo.

Lex Hives – que possui em sua versão deluxe duas faixas bônus produzida por Josh Homme – traz o som característico que os escandinavos vêm fazendo desde o primeiro disco, Barely Legal (1997): um Garage Punk/Garage Rock com muita energia nos riffs de guitarra e nos vocais de Almqvist.

O disco já começa com a animada introdução intitulada Come On!, composta por um ritmo com muita energia garageira e gritos de “Come On!” chamando o ouvinte para dentro do álbum. Logo após esse “chamado”, chega o single Go Right Ahead – lançado em abril deste ano -, mais uma faixa clássica ao estilo The Hives: pegada Punk Rock na simplificação dos acordes e refrões cantados a plenos pulmões. Detalhe para as faixas 1000 Answers e Take Back the Toys, que se apresentam como as outras duas melhores do disco. Ambas seguem o estilo já descrito.

Baseado nas características tradicionais da banda, Lex Hives deixa um pouco a desejar para os seus antepassados como, por exemplo, o The Black and White Album, com os hits Well, All Right e Tick Tick Boom, e o Veni Vidi Vicious, dono das ótimas faixas The Hives Declare Guerre Nucleaire, Die, All Right, Supply and Demand e o hit Hate to Say I Told You So*. Ambos os discos se mostram com faixas melhores compostas e elaboradas.

No geral, se esperava um pouco mais dos suecos, principalmente pelos bons trabalhos anteriores. Pode ser que o fato dessa ter sido sua primeira produção independente tenha sido crucial nessa leve queda de rendimento, mas isso não pode ser colocado como um defeito e algo a ser recriminado. Num apanhado geral, é um disco regular.

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Autor:

Marketeiro, baixista, e sempre ouvindo música. Precisa comer toneladas de arroz com feijão para chegar a ser um Thunderbird (mas faz o que pode).