Resenhas

The Hold Steady – Teeth Dreams

Craig Finn e companhia comemoram uma década de banda com um de seus discos mais pesados

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Ano: 2014
Selo: Washington Square
# Faixas: 10
Estilos: Indie Rock, Rock Alternativo
Duração: 48:39
Nota: 3.0
Produção: Nick Raskulinecz
SoundCloud: /tracks/129716102
Itunes: http://clk.tradedoubler.com/click?p=214843&a=2184158&url=https%3A%2F%2Fitunes.apple.com%2Fbr%2Falbum%2Fteeth-dreams%2Fid830908192%3Fuo%3D4%26partnerId%3D2003

Teeth Dreams é o sexto álbum de The Hold Steady, lançado quando a banda completa uma década de existência. Nesse período, o grupo ficou conhecido por sua lírica densa (muitas vezes narrativas que abordam temas como drogas, religião e redenção) e sua sonoridade que embarca em misto entre influências do Rock Clássico e um tanto do Indie Rock noventista. Aqui, a “receita” continua basicamente a mesma, porém com o resultado é mais pesado e ruidoso.

E isso é percebido logo com a primeira faixa, I Hope This Whole Thing Didn’t Frighten You. O duo de guitarras distorcidas e volumosas se entrelaçando, a bateria sincopada e a voz potente de Craig Finn quase gritando “They never care if it’s true / As long as they got something to prove […]I could tell this whole thing kind of frightened you/ So you tapped me on the arm like you wanted to cruise” entregam um pouco do que está por vir.

The Hold Steady resolveu apostar neste álbum em uma sonoridade mais próxima ao Indie Rock, algo mais cru e empoeirado, que pode trazer ecos de Husker Du, Sebadoh e Dinosaur Jr. (e o pequeno solo de Spinners pode te lembrar os de J Mascis), rendendo uma sonoridade abrangente e nostálgica, mesmo que essa não pareça se a principal meta do grupo. Porém, a banda aposta não só nesses faixas mais robustas à la Foo Fighters em suas primeiras produções, mas também em baladas rockeiras mais brandas, como The Ambassador, Oaks e The Only Thing, canções que deixam a parte lírica ainda mais evidente.

Em Teeth Dreams, a banda não ousa a fazer nada que já não tenha feito antes e de fato se apega às sonoridades que aperfeiçoou ao longo destes dez anos de carreira. Coeso em si e na carreira do grupo como um todo, o disco apresenta uma série de sonoridades que brincam com Indie Rock e Rock “caipira” (algo que pode lembrar as mais recentes produções de Kings of Leon), se tornando um misto bem delineado e dinâmico, que consegue acompanhar perfeitamente a lírica única de Finn.

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Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts