The Maccabees – Given to The Wild

A banda finalmente consegue alçar os vôos que estavam sendo ensaiados desde o disco anterior, aliando o melhor do Indie Rock com pequenas pitadas de Post Rock e nos relembrando por que essa é uma das maiores promessas de 2012

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Ano: 2012
Selo: Fiction
# Faixas: 13
Estilos: Indie Rock, British Rock
Duração: 52:50
Nota: 4.5
Produção: Jag Jago, Tim Goldsworthy, Bruno Ellingham

A cada álbum, este quinteto inglês vem melhorando ainda mais. Given To Wild com certeza prova isso. Os arranjos, letras, e a mistura perfeita entre instrumentos e samplers dão a esse disco o status de melhor do The Maccabees, que já estava crescendo na busca por esses novos caminhos e na audácia de experimentar. Já não vemos mais quase nada daqueles garotos que começaram bem tímidos e crus em Colour It In (2007).

A ambição do grupo já havia começado a aumentar em Wall of Arms, que foi produzido por Markus Dravs (que já produziu Viva La Vida, Neon Bible e Homogenic), no qual aos poucos primaram por melhores arranjos e fugiram, de certa forma, da cena indie que acontecia em 2009, a exemplo de Phoenix e The XX. Mesmo assim, eles já haviam se estabelecido como um dos bons nomes do indie rock inglês nessa época.

Três anos depois, a banda volta com um disco novo que parece uma trilha de cinema. O álbum se apresentou dessa forma, com os primeiros teasers quase sem a voz de Orlando, somente a bela trilha e seu clipe muito bem produzido. O primeiro single de verdade foi Pelican, que mesmo apontando a novos caminhos, de certa forma, trazia o Maccabes do começo de carreira, se mostrando a faixa mais animada do disco.

Given To The Wild se aproxima do Baroque Pop pelos elementos muito bem trabalhados e grandiosos. Esse é o registro de uma banda amadurecida, que faz um som elegante, sofisticado e, ao mesmo tempo, sem perder a sua essência. Com isso, o disco se apresenta de maneira mais uniforme e redondo que seus antecessores.

Dando coração ao British Rock, principalmente em Went Away e Go (música que traz uma carga emocional muito grande tanto na voz de Orlando, quanto nas guitarras), sequência que se apresenta com o grande clímax do disco. Como numa trilha sonora, Grew Up At Midnight nos despede do álbum em grande estilo, com a música crescendo aos poucos novamente com uma carga emocional muito forte.

Talvez o único problema do disco seja não ter nenhum grande hit. O único postulante logo de cara é que mais destoa do restante, Pelican, que ainda traz um pouco do que banda já foi, mesclando com esse som renovado da banda. Com certeza o disco mais singular e original do quinteto até hoje.

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Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts