Resenhas

The Wombats – This Modern Glitch

Com um menor teor de New Rave, e doses absurdas de New Wave o seugndo disco da banda se prova menos hiperativo, mas muito mais carismático e criativo. O trio mergulha no som dos anos 80, incorporando alguns elementos do Electropop

 1,625 total views

Ano: 2011
Selo: 14th Floor Records
# Faixas: 10
Estilos: Indie Pop, New Wave, Post Punk Revival
Duração: 40:30
Nota: 3.5
Produção: Jackknife Lee

Em seu segundo álbum em mais de oito anos de carreira, o The Wombats parece ter atingido a maturidade musical. Vindos da New Rave, ecos daquela época quase não são sentidos nesse disco e, se você espera uma sequência do A Guide to Love Loss & Desperation, pode esquecer. Este disco se apresenta menos hiperativo que o anterior, mas ganha em criatividade e carisma.

This Modern Glitch se apresenta muito mais comportado que o debut da banda, o uso em larga escala de sintetizadores dá uma nova cara a esse trabalho. As músicas continuam dançantes – mas não o dançante da New Rave – agora com uma presença muito forte da sonoridade New Wave e Post-Punk.

Tokyo (Vampires & Wolves), Jump Into the Fog, Anti-D, Techno Fan e Our Perfect Disease foram lançadas como singles – ou seja, metade do álbum foi lançada nesse formato antes dele sair. 1996 foi apresentado como sexto single, isso depois de This Modern Glitch ter saído, e ficou em segundo lugar no UK Album Chart e em terceiro na Austrália.

Unindo novas sonoridades aos elementos que os consagraram, as guitarras aceleradas e letras divertidas, o trio consegue trazer um novo frescor ao disco e quebrar o estigma do tão temido segundo lançamento. Com músicas que tem um apelo para as rádios e ótimas melodias, este aqui se provou um grande sucessor do tão aclamado primeiro disco.

As óbvias mudanças de abandonar as guitarras em algumas músicas e fazer um pesado uso de sintetizadores é arriscado, mas ao mesmo tempo fazer isso já é um grande mérito, principalmente depois de um álbum marcado por esses elementos. Transitando entre décadas passadas e seu primeiro trabalho, a banda inova nas letras e temas. O álbum se encaminha de forma a mostrar essa mudança do trio. Our Perfect Disease e Tokyo (Vampires and Wolves) vão introduzindo aos poucos o sintetizador em um clima não tão animado assim e Jump Into the Fog já escancara essa veia melancólica que o álbum segue. Daí pra frente, caímos num clima oitentista muito grande, fechando com a Schumacher The Champagne, um grande Britpop dos anos 90.

This Modern Glitch se apresenta mais maduro e conciso, mesmo não tendo toda a energia que havia no debut. Esse disco mostra o amadurecimento do trio tanto em composições, quanto em melodias. Ao invés de se tornar mais um disco da New Rave, ele consegue se tornar um disco atemporal.

 1,626 total views

Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts