Resenhas

Tribes – Baby

O medo de fracassar com o primeiro álbum após um EP de sucesso fez com que a banda britânica não mexesse tanto no time que está ganhando – no caso, seu Indie Rock. O resultado é uma obra de boas canções não muito memoráveis

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Ano: 2012
Selo: Island Records
# Faixas: 11
Estilos: Indie Rock, Rock Alternativo
Duração: 40:20
Nota: 3.0
Produção: Mike Crossey

Sabe como é, a banda ganha destaque com um EP, daí precisa lançar um álbum que deixe bem claro de uma vez por todas “qual é a desses caras”. Foi o que aconteceu com a britânica Tribes, que praticamente faz um atestado de seu Indie Rock em Baby.

Após conquistar a crítica em seu país natal em 2011 com o EP We Are Children, as onze faixas do novo disco transitam entre diferentes vertentes do gênero, das mais saudosas às mais Pop, não deixando ninguém com dúvidas da sonoridade pela qual eles vão se tornar cada vez mais conhecidos.

Seja na abertura com a agitadinha-pra-balada-Indie Whenever, ou na introspectiva-inspirada-pelo-Folk-Rock Half Way Home, ou ainda naquela que parece com Wilco (Sappho), com Pixies (Himalaya) ou Girls (Walking in the Street), aqui conhecemos o som da banda como um todo.

Há ainda a versão definitiva da radiofônica We Were Children, que revela aqui todo seu potencial de hit, e a baladona Corner of an English Field, que poderia estar na trilha-sonora de praticamente qualquer filme Hollywoodiano, para a alegria da Island Records.

Aliás, não vai ser difícil lucrar com Baby, já que ele agrada facilmente um público extenso. O lado negativo fica com a impressão de “argumento muito construído” para nos mostrar justamente o tipo de banda que a Tribes é. Ainda se as canções fossem todas excelentes, isso não seria um problema. A questão é se a imagem que vai ficar será justamente a de uma banda boa, mas sem nada muito especial – muito menos um disco memorável.

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ARTISTA: Tribes

Autor:

Comunicador, arteiro, crítico e cafeínado.