Resenhas

Ty Segall Band – Slaughterhouse

O prolífico músico nos entrega mais um álbum este ano, desta vez bem mais sombrio, sujo, rápido e tão bom quantos os anteriores

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Ano: 2012
Selo: In the Red
# Faixas: 11
Estilos: Garage Rock, Lo-Fi, Garage Punk
Duração: 39:20
Nota: 4.0

“Eu quero fazer um disco bem pesado: um Space Rock do mau”, foi o que disse o prolífico músico Ty Segall sobre seu novo trabalho, Slaughterhouse. Mesmo antes de tê-lo escutado, dá para notar essa vibe mais obscura só pela carranca que estampa sua capa e, de fato, este álbum é bem mais pesado e dark que seus outros. A pegada garageira continua, porém agora com um pouco mais de barulho em suas guitarras e mais velocidade nas músicas.

O “matadouro” de Segall começa com uma faixa um tanto sugestiva: Death abre o álbum em meio a uma confusão sonora cheia de distorção e barulho que logo dá espaço a uma melodia frenética e cheia de riffs pesados e o fim da faixa é coroado com um solo de guitarra cru, porém eficaz. O trabalho segue para um caminho do Surf Rock em I Bought My Eyes, música que pode lembrar bastante as do seu disco colaborativo com a White Fence, sendo uma das canções menos sombrias do álbum.

A faixa que dá nome à obra consegue resumi-la – rápida, suja, barulhenta, com certa aura do Surf Rock, alguns berros e uma percussão furiosa, tudo isso em somente um minuto e meio de música. Em The Tongue, Ty traz, em riffs carregados e pesados, uma mistura do Stoner Rock com o Grunge. Passeando por algum lugar bem sujo dos anos 60, ele traz a música Wave Goodbye, que também lembra bastante o trabalho com a White Fence.

O trio Muscle Man, Oh Mary e Diddy Wah Diddy segue uma linha pesada e rápida com seus riffs acelerados e pesados em músicas que não duram mais de 2 minutos e meio. Nessa última, Ty a abre falando “Here we go, extra fast”. Como uma espécie de The Animals repaginada, The Bag I’m In é outra que traz a aura sessentista de volta com muita sujeira e distorção.

Fuzz War fecha o disco com uma experimentação instrumental que se estende por mais de dez minutos em que seu nome diz muito sobre ela. Não há maneira melhor de terminar este álbum do que com um grande duelo de guitarras, distorcido e desordenado. É a musica menos amigável do trabalho, porém o fecha de maneira perfeita.

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Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts