Resenhas

Vanguart – Beijo Estranho

Álbum confirma status da banda como uma das mais queridas de sua geração

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Ano: 2017
Selo: Deck
# Faixas: 11
Estilos: Indie Folk, Indie, Folk
Duração: 38'
Nota: 4.0
Produção: Rafael Ramos

Se Muito Mais que o Amor era um disco de composições, Beijo Estranho parece ser um trabalho mais de “banda”, até porque o antes sexteto Vanguart apresenta agora uma formação criativa mais enxuta com quatro membros oficiais.

Há ainda a questão que três deles (Hélio, Reginaldo e David) aventuraram-se também em discos solo, o que certamente contribuiu para o crescimento do grupo como um todo em estúdio. Não é difícil notar uma “presença” diferente dos músicos, principalmente em relação ao anterior, que parecem ter aproveitado melhor o tempo em estúdio para experimentar um pouco mais – como a faixa-título revela tão bem.

Quando a sequência Todas as Cores, Felicidades e E o Meu Peito Mais Aberto que o Mar da Bahia toca, no entanto, temos certeza de que estamos diante daquele Vanguart que sempre conhecemos, ainda que se mostre em nova (e ótima) fase. Sua sonoridade que combina os elementos referenciais do Indie Folk e do Rock mais caipira em canções românticas e nostálgicas.

E quem acompanha a banda há dez ou mais anos não terá do que reclamar em Beijo Estranho, que exercita sua estética em músicas que têm tudo para entrar no rol de melhores momentos do grupo, como a grandiosa Quando Eu Cheguei na Cidade e a corriqueira Eu Preciso de Você.

O álbum mostra que Vanguart está em um novo momento, assim como revela que sua qualidade permanece aquela que ganhou fãs pelo Brasil inteiro e deu à banda o status de uma das mais queridas do país hoje.

(Beijo Estranho em uma música: Todas as Cores)

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BOM PARA QUEM OUVE: Kelton, Dry the River, Fleet Foxes
ARTISTA: Vanguart
MARCADORES: Folk, Indie, Indie Folk

Autor:

Comunicador, arteiro, crítico e cafeínado.