Resenhas

We Are Scientists – TV En Français

Duo estreia quinto álbum de estúdio focado em divertir seu público cativo

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Ano: 2014
Selo: 100%
# Faixas: 10
Estilos: Indie Rock, Pop Punk, Power Pop
Duração: 34:30
Nota: 3.0
Produção: Chris Coady
Itunes: http://clk.tradedoubler.com/click?p=214843&a=2184158&url=https%3A%2F%2Fitunes.apple.com%2Fbr%2Falbum%2Ftv-en-francais%2Fid828844051%3Fuo%3D4%26partnerId%3D2003

Há doze anos, surgia a banda We Are Scientists munida de seu primeiro álbum Safety, Fun, and Learning (In That Order), que se estendia por pouco mais de 30 minutos e já dava seus primeiros passos em direção à diversão sem limites, além de amadurecer lado a lado do Indie Rock que também ainda estava para se firmar nos anos 2000. Os dez anos em palco e a experiência de produzir quatro discos em seu histórico nos mostram que o mais novo álbum de Keith Murray e Chris Cain, Tv En Français, foi lançado em passos planejados e com uma proposta muito bem definida.

Os que procuram inventividade e sonoridades que se arriscam mais não devem se atentar ao tal trabalho do duo. No entanto, se seu preceito é passar um bom momento regado de bons riffs de guitarra e sonoridades dançantes, esse é o seu lugar. O quinto registro do par vem recheado de canções com potencial para hit entre as festas dos moderninhos roqueiros – A infusão de um Power Pop adaptado aos dias de hoje une-se a gêneros mais nostálgicos e que já estiveram em mais evidência como o Pop Punk praticamente por todo o disco, não deixando o nível de entretenimento baixar quase nunca.

Faixas como What You Do Best, Dumb Luck e Overreacting são permeadas por um Rock efusivo e rápido que impressiona pelo viés pronto para virar single na boca dos entusiastas e fãs do gênero. Baladas melódicas aproximadas do Emo também ecoam por aqui como em Don’t Blow It e Take An Arrow – ainda que em ritmo menos acelerado, a fórmula de “canção grudenta, mas que dá certo” também funciona aqui. As referências vão do good feeling acústico de bandas como Weezer, galgando até a memória adolescente e farofeira do Rock dos anos 00. Os arranjos e ideais se mostram próximos a territórios já percorridos por grupos de grande sucesso da época como Sum 41 e Fall Out Boy.

Embora o trabalho de Keith e Chris seja atualmente envolto de músicas nem tão elaboradas assim, os rapazes cumprem seu papel enquanto músicos ao lançar um bom álbum que diverte sem cansar, apresentando aí tais os sinais da experiência de quem sabe manter seu público nas rédeas mesmo munido de elementos musicais tão tradicionais nos últimos anos.

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Autor:

Jornalista por formação, fotógrafo sazonal e aventureiro no design gráfico.