Resenhas

White Fence – For the Recently Found Innocent

Músico lança mais um álbum com muito da sonoridade psicodélica dos anos 60

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Ano: 2014
Selo: Drag City
# Faixas: 14
Estilos: Folk Psicodélico, Lo-Fi, Rock Psicodélico
Duração: 40:17
Nota: 3.0
Produção: Ty Segall
SoundCloud: /tracks/152088817

Assim como Foxygen, Unknown Mortal Orchestra, Pond, Temples e mais tantos outras bandas, White Fence se inspira no som vindo dos anos 60, principalmente de gêneros como Rock e Pop Psicodélico, Folk e Country, e os molda a sua própria maneira. No caso de Tim Presley, ele usa seu background do Punk e Garage Rock para amalgamar tudo isso em uma mistura lisérgica e cheia de energia. Se isso funciona como um resumo das obras prévias do músico, em For the Recently Found Innocent cai com uma luva e realmente define a sonoridade do álbum.

Talvez a maior diferença aqui (e mesmo assim não é tão perceptível), seja a qualidade das gravações. Pela primeira vez, Tim sai de seu quarto e vai a um estúdio. O resultado disso são quatorze faixas pouco mais polidas e com ruídos mais estratégicos. Vale dizer também que foi Ty Segall quem produziu a obra e toda sua experiência conseguiu suavizar alguns elementos da música de White Fence e potencializar outros – anteriormente, os dois já haviam colaborado em Hair (2012).

Em suas faixas mais abrasivas, como Like That, The Light e Paranoid Bait, parece haver ecos de bandas como The Who e The Kinks, dois especialistas em aliar agressividade e acessibilidade. Wolf Gets Red Faced e Afraid Of What It’s Worth surgem dignas de comparações com Pink Floyd na fase Syd Barett. Goodbye Law e Hard Water são mais amenas e trazem um pouco do Folk Rock e algo mais “caipiresco” ao álbum. Raven On White Cadillac aparece quase o fim do disco e mostra uma amálgama entre os sons de Kinks, Beatles e Rolling Stones e um das faixas mais inegavelmente sessentistas. Mais uma vez nenhuma novidade, mas Presley só usa boas referências para criar seu próprio som e isso lhe rende alguns pontos positivos.

Se os pontos que mais se destacavam positivamente em suas outras obras eram suas melodias e letras, nada mudou aqui. Se os pontos que mais destacavam “negativamente” eram a falta novidade e seu som completamente enraizado nos anos 60, nada mudou também. O álbum se torna bom e ruim pelos mesmos motivos, e não é difícil encontrar somente essas similaridades entre suas obras. Se você gostou de algum álbum anterior, certamente vai gostar ainda mais deste – que ganha ainda mais urgência e peso com a presença de Ty -, mas nada de Tim te encantou até agora, não será For the Recently Found Innocent que mudará tua opinião.

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Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts