Resenhas

Willow Smith – Mellifluous

Em três faixas, cantora trabalha sua estética cada vez mais longe do Pop

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Ano: 2016
# Faixas: 3
Estilos: Indie, Alt-R&B
Nota: 3.5

O dicionário define “mellifluous” como “o que flui de forma doce” ou “adoçado com mel”. No caso do pequeno EP de Willow Smith (ou Willough, como ela tem assinado), o termo significa a relação que ela estabeleceu entre sua voz e a guitarra – base escolhida para as três faixas que compõem o pequeno disco.

Mellifluous distancia-se ainda mais do Pop com o qual a caçula do clã Smith surgiu há mais de seis anos e traz uma ambientação enraizada na herança que o Soul e R&B deixou na música contemporânea, explorada por um vocal ora meloso, ora nervoso e o timbre de guitarra tão característico de vertentes do Indie e do Rock Alternativo.

É algo como se peneirasse o primeiro disco de Lianne La Havas e ficasse apenas com seu lado mais torto e dissonante para vocalizar os pensamentos tempestuosos da adolescente (“I wanna know/Yes, I wanna know/Why my mind’s so desperate”, como ela canta em Need to Know).

Em meio a isso, há sim a doçura presente principalmente em sua interpretação – e sua voz nunca esteve tão bonita -, um aspecto que se revela em meio a uma ambientação minimalista que valoriza seus versos. É um anti-Pop bastante agradável que ajuda a estabelecer Willow como um dos ícones estéticos de sua geração.

(Mellifluous em uma faixa: Need to Know)

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BOM PARA QUEM OUVE: Solange, Frank Ocean
ARTISTA: Willow Smith
MARCADORES: Alt-R&B, Indie, Ouça

Autor:

Comunicador, arteiro, crítico e cafeínado.