Resenhas

Young The Giant – Home Of The Strange

Terceiro disco traz variação mais pesada da sonoridade do quinteto

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Ano: 2016
Selo: Fueled By Ramen!
# Faixas: 11
Estilos: Indie Pop, Synth Pop, Rock Alternativo
Duração: 39:00
Nota: 3.5
Produção: Alex Salibian e Jeff Bhasker

Young The Giant faz jus ao nome que tem. Combinando a ingenuidade jovem e Pop ao gigante peso de uma produção afiada, sempre conduzida por grandes produtores, o quinteto americano é responsável por discos fantásticos que podem não ter tido uma repercussão imensa, mas certamente trouxeram alternativas extremamente saudáveis a um Rock cada vez menos alternativo. O grupo conseguiu construir em dois discos uma identidade sólida que, ao mesmo tempo, se mantém relativamente livre para pegar emprestado elementos mais distantes deste centro-criativo, como os sintetizadores pesados em seu último disco, Mind Over Matter. Agora, com seu terceiro lançamento, as coisas não parecem ter mudado muito desta dinâmica e, ironicamente, a sonoridade progrediu em termos interessantes.

Home Of The Strange tenta, antes de olhar para outras referências, buscar elementos marcantes no própria discografia da banda, fazendo com o que registro tenha um apelo bastante nostálgico. Isso funciona bem, afinal, fãs de longa data podem se envolver mais com o disco e novos entusiastas compreendem mais a proposta do grupo desde sua origem. É um disco bastante Pop, mas aquela melodiosidade e sinceridade do primeiro registro se encontram cravadas bem fundo nestas composições. Tão fundo que não tem como não notar a agressividade que se faz mostrar em faixas como Mr. Know-It-All e Silvertongue.

Esta agressividade diz respeito aos novos elementos incorporados em Home Of The Strange e ela vem de diversas formas. Seja trazendo temas mais maduros como no ótimo single Amerika, uma clara alusão ao romance de Franz Kafka e à origem imigrante dos integrantes da banda, seja com um instrumental mais comprimido e grave, quase como se fosse um próximo passo natural àqueles sintetizadores de Mind Over Matter. Não é o disco mais inovador da carreira do quinteto, mas certamente traz um novo jeito de encarar seu Pop divertido e nostálgico. Há ótimos singles e uma boa coesão entre as faixas que, por mais diversas que sejam, elas se relacionam bem quando inseridas em um universo Pop doce, no sentido mais simpático e menos chiclete.

Não é uma evolução, mas uma nova variação do universo de Young The Giant. A banda pode procurar alguns camimhos mais ousados em seus novos trabalhos, mas, por ora, seguimos satisfeitos em poder desfrutas dessas novas onze faixas deliciosas.

(Home Of The Strange em uma faixa: Something To Believe In)

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Autor:

Designer frustrado, julgador de capas de discos e odiador daqueles que põem o feijão antes do arroz.