Resenhas

Zeds Dead – Somewhere Else EP

Dupla convida nomes como Twin Shadow, D’Angelo Lacy e Omar LinX para sua nova obra

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Ano: 2014
Selo: Mad Decent Records
# Faixas: 8
Estilos: Dubstep, Trap, Deep House, Eletrônica
Duração: 30:30
Nota: 3.5
Produção: Zeds Dead
SoundCloud: /tracks/150745932

Agora sob o selo Mad Decent Records (gravadora encabeçada por ninguém menos que Diplo), o duo canadense Zeds Dead volta com mais um EP, que mostra mais uma vez sua versatilidade e singularidade dentro do universo da EDM. Somewhere Else revela oito novas faixas que se expandem em diversos caminhos e que mostram a adaptabilidade da dupla em trazer os mais variados estilos vocais e gêneros da Música Eletrônica moderna.

Cada uma das faixas parte para uma direção diferente e, mesmo com um nome como Somewhere Else, o duo está agora basicamente onde sempre esteve: experimentando. Apesar de mudar tanto ao longo do tempo – e não seria um exagero enxergar certa mudança em cada música -, as marcas registradas do grupo, como o baixo pesado, as ótimas melodias e a versatilidade, também continuam como sempre foram.

Collapsse é a primeira faixa do EP e oa inícia de forma amena, mostrando o bom uso do piano, o belo vocal de Memorecks e os drops e baixos de um Dubstep comum. Ainda que moldada para as pistas, ela está longe de se tornar tão intensa quanto outras faixas já mostradas pelo duo no passado. Na sequência, Hadouken se revela uma genuina “Zeds Dead”, com seus baixos pulsantes, sintetizadores asperos, melodias dançantes e os beats importados de gêneros como Hip Hop e Trap.

Lost You é talvez uma das faixas mais experimentais para o duo neste EP. Tendo como convidados Twin Shadow e D’Angelo Lacy, os canadenses criam uma música com muito da Deep House e que atinge um resultado incrivelmente melódica e pegajoso, daquelas músicas que possivelmente não sairam da sua cabeça por algum tempo. Dançante, divertida e com uma produção refinada, essa é uma das melhores canções que a dupla já produziu em toda sua carreira.

A segunda metade do álbum começa a flertar mais com o Hip Hop, seja com as batidas de Bustamove, com versos de Omar LinX e Big Gigantic em Soned Capone ou com as potentes rimas de Sean Price em Dead Price. Três faixas muito boas, que misturam o usual peso da produção do duo aos beats do Rap e mostram a versatilidade do duo ao lidar com os mais variados alcances vocais e de subgêneros dentro do estilo.

Para o fim, a dupla guarda duas faixas quase opostas. De um lado, a radiofônica Where Are You Now, com Bright Lights, cria uma das músicas mais “vendaveis” de todo álbum, talvez se tornando até um pouco gênerica demais. Seja por conta do vocal ou da produção que engloba muito do que está sendo usado hoje em dia na música Pop de gente como Kate Perry ou Rihanna, ela é uma das mais descartáveis do EP. Do outro lado Blink, com a participação de Perry Farrell, mostra um lado mais agressivo e imersivo, ainda que bem melódico e dançante – como se Massive Attack de repente começasse a fazer Industrial Rock.

Assim com em suas outras produções, o duo engloba uma série de estilos e subgêneros em sua obra, o que o torna um grande resumo do que de melhor vem acontecendo no úniverso da EDM. Mais uma vez, a dupla acerta a mão nos arranjos e nos beats e consegue entreter seu ouvinte, seja com seus fones de ouvido durante um dia qualquer ou em alguma pista de dança ou festival.

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BOM PARA QUEM OUVE: Flux Pavilion, Skrillex, Burial
ARTISTA: Zeds Dead

Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts