18° Cultura Inglesa Festival (Los Campesinos! e The Jesus and The Mary Chain) – SP

Mais uma edição do festival trouxe a São Paulo novos e velhos expoentes da música britânica

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Fotos: Fernando Galassi/Monkeybuzz
Nota: 3.0

Implacável, a chuva açoitou a cidade de São Paulo durante quase todo o último domingo (25 de maio), o que espantou alguns fãs das bandas que se apresentariam na 18°edição do Cultura Inglesa Festival. Ao mesmo tempo, mostrou que quem aguentava o clima por lá realmente estava disposto a ver as duas atrações principais que tocariam no começo de noite.

Sem problemas com lotação ou com a organização geral do festival, o que mais pesou na avaliação geral do público (e isso era ouvido por todos os cantos) foram alguns problemas com o som – ficando baixo demais em locais mais próximos ao palco e a regulagem dos volumes de alguns instrumentos – e, é claro, a chuva. Tirando as intempéries climáticas, o evento ocorreu muito bem e conseguiu se provar mais uma vez como uma boa opção de entretenimento para os paulistanos ou mesmo quem veio de mais longe.

Poucos minutos após as 18h, a noite já começava a cair, assim como a temperatura e esporádicos pingos de chuva, e o sexteto galês Los Campesinos! subiu ao palco para comandar uma festa Indie que demorou a engrenar. Pelo frio e chuva ou pelo público ser mais velho (e estar lá somente pela próxima atração) o show começou morno – por mais que Gareth e companhia dessem tudo de si em cima do palco para animar os presentes. Pode ter demorado um pouco, mas a banda conseguiu botar alguns para dançar até o fim da apresentação.

Com um set guiado principalmente por seu novo álbum, No Blues, lançado no ano passado, e Hello Sadness, de 2011, o show não teve tantos momentos explosivos, por mais que o clima animado fosse presente o tempo todo. Em meio a treze faixas, foram reservadas oito só para tocar essas obras. Duas músicas de Romance Is Boring (2010), mais duas de Hold on Now, Youngster… (2008) e a faixa-título de We Are Beautiful, We Are Doomed (2008) completaram o curto, mas potente set do grupo.

Um dos maiores problemas desse show foi a regulagem no volume dos instrumentos, deixando o baixo e os backing vocals de Kim quase inaudíveis em grande parte das músicas. Deixando seus maiores hits para o fim, o grupo finalizou com You! Me! Dancing! (que realmente botou muita gente para dançar), The Sea Is a Good Place to Think of the Future e Sweet Dreams, Sweet Cheeks. Apesar dos contratempos, essa foi a melhor apresentação da noite.

Já o show mais aguardado da noite, The Jesus and The Mary Chain, parece ter deixado bastante gente desapontada – incluindo o vocalista Jim Reid, que parecia bravo com seus companheiros por diversos momentos do show. A banda parecia não se encontrar no palco, perdendo entradas e o tempo das músicas, errando letras e tendo de recomeçar três faixas por erro de um ou outro membro do grupo.

Compondo um set principalmente com canções de sua fase anos 80 e começo dos 90, a banda tirou alguns de seus hits da manga (Just Like Honey, Happy When It Rains, Head On, The Hardest Walk) e conseguiu empolgar seus fãs nestes momentos. Um dos momentos mais marcantes da apresentação foi em Happy When It Rains, que mesmo tendo de ser reiniciada, foi agraciada pela volta da chuva, um momento até ressaltado por Reid ao fim da canção.

De maneira geral, o show foi satisfatório, mas ainda fica aquela impressão que poderia ter sido muito melhor se a banda estivesse mais entrosada. O que foi acontecer de fato somente no bis, com a tríade barulhenta de The Hardest Walk, Taste of Cindy e Reverence.

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Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts