All Folks Fest – 3ª Edição

Mais uma vez, o festival leva bons nomes da cena independente aos palcos com um line-up um pouco mais heterogêneo em mais vertentes da música Folk

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Fotos: Fernando Galassi, Monkeybuzz
Nota: 4.0

A terceira edição do All Folks Fest aconteceu novamente no Centro Cultural Rio Verde, que abrigou as duas anteriores. O ar rústico do lugar criava a ambientação perfeita para um festival que dá voz a artistas independentes que apostam em composições próprias, na oportunidade de colocar o clima caipira do gênero em um ambiente urbano. O line up dessa vez foi mais heterogêneo se comparado com a versão anterior – prestigiando mais estilos e vertentes do Folk.

Com raízes no Bluegrass e na música tradicional irlandesa, Wagner Creoruska, ou como é mais conhecido, O Bardo e o Banjo, teve a responsabilidade de abrir a noite. O músico, acostumado a fazer suas performances nas ruas, se saiu muito bem em sua primeira vez no palco, fazendo um show vigoroso e botando muita gente para bater as botas no chão. Acompanhado de um violinista e posteriormente por um violonista e cantor, a banda mesclou em seu repertório músicas próprias e clássicos norte-americanos.

Mais uma vez, os anfitriões também foram ao palco. A banda dos produtores Pedro Gama e André Sanches, The Outside Dog, fez um show recheado de novidades, apresentando músicas novas que podem estar em seu próximo disco. Uma dessas canções marca também uma nova fase na carreira do grupo, sendo sua primeira composição em português. O show dos paulistanos contou ainda com a participação do carioca Rafael Elfe, que se apresentaria mais tarde.

Enquanto isso, Gilmore Lucassen, acompanhado de mais dois músicos, abria o palco de apresentações acústicas com uma cover de Sigh No More, de Mumford & Sons, e seguiu sua performance com composições próprias em um formato bastante intimista. Eram músicas bonitas, mas que, em um repertório longo em uma sala com pouca luz, acabaram invocando o sono de muitos na plateia. Para animar, ele tentou diversas opções, como uma cover de Lonely Boy, da The Black Keys, mas muitos já tinham desistido e migrado para alguma outra área do local.

Pedro Pastoriz, com sua banda recém-formada, deu um clima Rock & Roll à noite, trazendo guitarras cheias de distorção e um som realmente alto. Com certeza, foi o show que mais destoou do restante – mas não entenda isso de uma forma ruim, já que o som agradou bastante e compôs bem com o resto do line up. A banda é nova e ainda falta um pouco de organização (e repertório, já que a apresentação foi bem curta), mas essa foi uma das apresentações mais empolgantes da noite.

De volta à ambientação bucólica, a noite continuou no palco acústico com o show do falante Rafael Elfe, que aproveitou para contar de seus projetos no Rio de Janeiro e influências em seu som. Sentado, munido de violão e uma seleção de gaitas, ele mostrou suas composições caipirescas e sinceras, ressaltando sua admiração por músicos brasileiros como Almir Sater e Belchior (“o Bob Dylan brasileiro”, como ele brincou).

O último show ficou por conta dos sorocabanos da Monoclub. A banda, que se define como “caipira”, levou ao palco do festival seu som que faz jus à alcunha – misturando instrumentos modernos como guitarra e baixo aos mais tradicionais, como viola caipira e acordeon, e fazendo um som que remete às novidades do Folk, mas também às suas raízes. O grupo fez uma pequena sessão de covers ao fim do show, mostrando também suas principais influências como: Standing Outside The Fire de Garth Brooks e Trem do Pantanal de Almir Sater, esta segunda contando com a participação do sempre animado Elfe.

O festival vem cada vez mais se consolidando e trazendo boa música não só para os apreciadores do estilo, mas quem gosta da boa música. Mostrando diversas vertentes da música popular, ele tem a missão de mostrar novos nomes da cena brasileira e está fazendo isso muito bem.

Veja abaixo algumas das fotos que registramos e a galeria completa na fanpage do Monkeybuzz.

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Autor:

Desde criançaa apaixonado por música, consumidor compulsivo de hamburguer e chato