João e os Poetas de Cabelo Solto + Transmissor + Maglore

Três novos e bons nomes da música independente se apresentaram em mais uma noite no Studio SP e animaram o público com um bom misto de Rock e Pop

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Fotos: Flickr Casa Fora do Eixo
Nota: 3.5

A escolha das bandas foi impecável nessa noite, já que todas compartilhavam o mesmo estilo, passeando muito bem entre o Pop e o Rock. A ordem em que elas se apresentaram também foi um ponto forte, porque conforme adentrávamos a noite, a popularidade das bandas aumentava, assim como a animação do público.

A mais jovem delas, João e os Poetas de Cabelo Solto, veio para divulgar seu primeiro disco, que leva o mesmo nome do grupo. Em quase uma hora de apresentação, a banda conseguiu apresentar todas as dez canções do álbum. Com seu misto de Ska, Jazz, Blues e MPB e, é claro, o Rock and Roll, a banda trouxe seu som muito interessante.

Ainda bem tímidos na primeira música, Lugar Comum, foram entrando no clima e aos poucos ganhando a força e energia que continuou por todo o show. Já na segunda música, Dois Pequenos Mundos, a banda se mostrava mais solta e já trocava algumas palavras com o público. Seguindo à risca a sequência do álbum, Confraria ganhou um grande destaque na apresentação ao vivo, num clima bem Country com direito até a uma dança do frontman Lucas Camporezzi. A Sangrar, contava com um belo arranjo dos metais e uma guitarra mais pesada, quase no fim do show, tornando-se também um destaque do show dos paulistas de Campinas.

Confesso que essa foi a minha maior surpresa da noite, uma banda ainda muito nova com um domínio de palco muito bom, e o uso dos metais engrandece suas músicas. Mesmo sem muita gente acompanhando as letras, o grupo segurou bem o show e conseguiu mostrar seu novo disco.

A segunda atração foi a mineira Transmissor, que vieram à São Paulo divulgar seu segundo disco, Nacional, lançado no final de 2011. A apresentação teve uma mescla dos dois álbuns, passando pelos grandes momentos do primeiro e apresentando o segundo ao público paulistano, que já conhecia algumas canções e acompanhou a banda em vários refrãos.

Mesmo com a troca constante de instrumentos entre os integrantes, o show não perdeu a força e as duas últimas canções foram as que mais empolgaram o público. Retirada do disco de estreia, Jenniha foi cantada por muitos e Sempre, que abre o novo disco, encerrou a apresentação. A banda, bem à vontade no palco, conversava com o público e agradecia os paulistas pela oportunidade de tocar novamente em São Paulo.

O grande destaque da noite ficou com os baianos do Maglore, a mais conhecida entre as três e a que mais fez barulho. Muitos que estavam presentes pareciam estar lá só para ver esse quarteto. A banda apresentou o seu disco de estreia, VEROZ, que foi lançado no começo de 2011 e todo mundo já sabia as letras.

Megalomania foi a música escolhida para abrir o set de aproximadamente uma hora. Com uma energia incrível em As vezes um clichê, quase não se ouvia o vocalista Teago Oliveira, porque o público cantava com tanto vigor que acabou por abafar sua voz. Trazendo um sambinha bem animado com Pai Mundo, os bianos tornaram o Studio SP em um grande salão de carnaval. Fechando a noite, eles tocaram uma homenagem ao conterrâneo Caetano Veloso, cantando uma versão de Baby.

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Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts