Kurt Vile & The Violators

Em quase uma hora de show Kurt mostrou por que se tornou uma das grandes hypes de 2011 com seu disco Smoke Ring For My Halo – um belo presente pra quem foi ver o show do Thurston Moore

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Fotos: Sarah Rogieri
Nota: 4.0

Todo mundo estava lá pra ver a grande estrela da noite, Thurston Moore, mas ganhar um show desses de brinde é pra poucos. O aprendiz de Thurston, Kurt Vile, fez um show rápido, objetivo, distorcido e barulhento. O músico, acompanhado de sua banda The Violators, fez sua parte e seguiu à risca o que o script mandava (ou quase tudo, já que não tocou o maior hit seu ultimo do disco solo, Baby’s Arms – talvez pelo seu apelo mais pop).

Eis que quatro cabeludos sobem ao palco do Cine Joia e, ainda bem tímido, Kurt dá um “oi” para a plateia que já começava a lotar a casa. Sem nem mesmo se apresentar começa dedilhar sua guitarra e, aos poucos, mostrou seu misto de peso e distorção da sua guitarra com belas harmonias por vezes sombrias, às vezes psicodélicas e com um tom muito intimista.

Alternando entre a guitarras elétrica e o violão, o peso em suas músicas era sempre constante. Ao afinar seu violão, Kurt começa a dedilhar umas de suas músicas mais conhecidas, Society Is My Friend, retirada do Smoke Ring For My Halo, de 2011. Ainda muito tímido no palco, Kurt apresentou sua banda e ainda agradeceu Moore, seu mestre, por chama-lo nessa excursão pela América do Sul.

É claro que ele não deixou de tocar a música que dá nome ao disco, também um dos pontos altos e intimistas do show. O set foi composto em sua maioria por músicas desse álbum, que ganharam peso e versões um pouco mais aceleradas. On Tour foi um dos melhores momentos do show, com um acompanhamento impecável de sua banda ao violão de Vile.

Mais uma bela música que entrou no set foi Ghost Town, que além do violão impecável conta com uma bela e cheia percussão, com seus tambores ecoantes. Peeping Tomboy foi a música escolhida para fechar o show, bem intimista com apenas o músico e seu violão no palco.

É claro que (quase) todo mundo estava para ver o “cara do Sonic Youth”, mas quem ainda não o conhecia o músico que abriu a noite se rendeu ao cabeludo em um show memorável – e quem já o conhecia ganhou um show mais memorável ainda. Em quase uma hora de apreentação, Kurt e banda mostraram por que se tornaram uma das grandes hypes do ano passado.

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Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts