Manchester Orchestra – Lollapalooza 2012

Um dos nomes menos conhecidos do festival, a banda norte-americana pegou a plateia de surpresa com seu Rock emocionado e muito expansivo, que chega a fazer jus à “orquestra” em seu nome

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Fotos: Divulgação
Nota: 4.0

Tida como uma das grandes surpresas do festival, a Manchester Orchestra de fato surpreendeu uma grande multidão que não sabia nem que a banda existia, muito menos conhecia a qualidade de seu som.

Para esclarecer: O quinteto vem de Atlanta, não da cidade inglesa em seu nome, e não possui naipes suficientes para ser considerado qualquer tipo de orquestra, mas tem um som tão expansivo que o Jockey Clube foi rapidamente tomado pelo Rock um pouco Indie, um pouco caipira e muito, mas muito, explosivo que vinha do palco Cidade Jardim.

Eu estava bem na frente e à minha volta eu via algumas pessoas muito empolgadas cantando todas as músicas com toda a força que os pulmões tinham naquela altura do festival, enquanto a grande maioria parecia ter o primeiro contato com a música dos caras naquele momento, mas eram pouquíssimos os que estavam indiferentes.

A energia de canções como Pride, April Fool, Shake It Out, I’ve Got Friends e Pensacola revelou não apenas a fluência ao vivo da banda, mas seu talento em fazer composições emocionadas que funcionam bem em um grande palco, mesmo tratando de temas tão íntimos.

Simple Math, a mais conhecida da Manchester Orchestra e que dá nome ao seu terceiro álbum, teve seus primeiros acordes muito aplaudidos. O público assistiu boquiaberto a uma versão mais minimalista do hit, com muito menos elementos do que a versão de estúdio, mas igualmente emocionante.

No final das contas, o show foi um pouco mais curto do que se esperava – provavelmente pelo medo do temporal que ameaçava cair no local, mas aprovação do show era nítida tanto nos que já admiravam a banda, quanto nos curiosos que foram para casa com mais um nome para pesquisar e virar fã.

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Autor:

Comunicador, arteiro, crítico e cafeínado.