The Asteroids Galaxy Tour – Cine Joia, SP

Os dinamarqueses transformaram a casa em uma grande pista de dança com um show incrivelmente animado

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Nota: 4.5

Assim como o nome sugere, o som da banda realmente faz um passeio por diversos estilos e sonoridades, fazendo dele algo inclassificável. Passei uma parte do show pensando nisso e descobri que tentar categorizar uma banda desta é uma perda de tempo e da apresentação em si. The Asteroids Galaxy Tour toca essencialmente tudo em que se consegue colocar uma roupagem Pop e divertida, então chamar disso ou daquilo e tentar colocar o som dentro de uma caixa não faz muito sentido.

Esse foi um daqueles shows em que é impossível ficar parado e, da mesma forma, não se render ao carisma dos músicos. A responsabilidade de cativar e interagir com o público ficou por conta da bela vocalista Mette Lindenberg, que cumpriu esse papel exemplarmente. A moça conversava e exibia uma simpatia sem igual, com direito a fazer questão de assinar um disco que um fã lhe estendia no meio da apresentação e fez questão de inverter o papel com público e tirar uma foto de cima do palco como uma recordação deste momento. Até mesmo dançando e cantando, ela achava alguma maneira de envolver a plateia, o que fazia com que o evento parecesse algo íntimo ou entre amigos.

O set do grupo conseguiu apresentar músicas dos seus dois discos, mas dando prioridade ao Out Of Frequency lançado no começo deste ano. Heart Attack, Out of Frequency e Gold Rush, Pt. I foram as mais comemoradas pelo público – esta última foi a escolhida para abrir a apresentação. Ao som dos metais que pareciam preencher e amplificar a sonoridade viajada, a primeira canção já contava um pouco de como seria a noite, cheia de músicas sempre animadas e dançantes que transformaram o Cine Joia numa grande pista de dança.

As canções pareciam bem melhores ao vivo, até mesmo os vocais, que às vezes se tornam cansativos nos registros, ganharam uma incrível força na apresentação e eram muito mais contagiantes. A energia de Mette não parecia acabar. Dançando e cantando do começo ao fim, ela mostrava por que é a voz e o motor da banda.

A apresentação foi avançando e, se aproximando do fim, as músicas começaram a se alongar. Bad Fever e Theme From 45 Eugenia ganharam uma explosão de sintetizadores e dos metais, além da interpretação mais vigorosa nos vocais. O show caminhava muito bem até então, com problemas técnicos quase imperceptíveis, mas o grave começou a estourar nas músicas finais, o que causava certo incômodo. O problema não foi solucionado e banda prosseguiu assim mesmo.

Ao fim de Theme From 45 Eugenia, a banda se despediu e saiu do palco, mas ninguém ali ousava sair ou se mover. As duas músicas mais esperadas, The Golden Age (aquela que todo mundo conhece, do comercial de cerveja) e Major (novo e maior single de Out of Frequency), não haviam sido tocadas e é claro que viriam no bis. Sem surpresas, a banda subiu ao palco novamente esbanjando animação e tocou essas duas canções, que foram o ponto alto da noite.

Show animado do começo ao fim, dançante do começo ao fim, muito bom do começo ao fim. O carisma desses dinamarqueses é algo que dificilmente se vê por ai, assim como uma performance tão divertida como essa.

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Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts