The Vaccines – Cine Grand Metrópole, São Paulo

Com ânimo de sobra e um espírito jovem, o quarteto inglês empolga o público brasileiro em sua segunda vinda ao país

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Fotos: Fernando Galassi/Monkeybuzz
Nota: 4.0

No sábado frio de São Paulo, mais especificamente no centro da cidade, enquanto uma multidão cruzava as avenidas em busca das principais atrações que a Virada Cultural pudesse oferecer, no fundo de uma galeria, agrupava-se uma fila de indie rockers esperando ansiosamente pelo retorno de uma das bandas mais empolgantes dos últimos anos: The Vaccines.

O quarteto inglês passou pelo país em Abril do ano passado, quando possuía apenas o seu disco de estreia, What Did You Expect From the Vaccines? (e que maravilhoso disco de estreia foi este). Após esse tempo, a banda sentiu saudades do Brasil e resolveu voltar, mas dessa vez com mais músicas em seu set list, pertencentes ao mais recente disco Come of Age.

Começando com um leve atraso destoante da pontualidade inglesa, a banda soube escolher muito bem a faixa com a qual abriria o show. Precedida de uma pequeno trecho de ABC do The Jackson 5, No Hope empolgou muito todos os presentes, inclusive aqueles que já estavam reclamando dos míseros quinze minutos de atraso. Seguindo adiante, a banda resolveu evocar no público o espírito jovial e dançante com a curtíssima Wreckin’ Bar. Aliás este espírito ficou presente durante quase todo o show.

A presença de palco dos integrantes também é de se admirar. Ainda que o baixista Árni Arnason ficasse um pouco mais quieto (mas, nunca parado), nada se comparava ao entusiasmo do vocalista e guitarrista Justin Young (entusiasmo este, que fez com que ele nomeasse o Brasil como “o nosso lugar favorito de tocar”). Mesmo lá no fundo do palco, o baterista Pete Robertson mostrava-se empolgadíssimo a cada faixa que a banda reproduzia (com direito até a um solo de bateria explosivo).

Os fãs que empolgaram a banda com sua energia e eletricidade foram recompensados em dois momentos. A primeira foi uma nova música: Melody Calling, na qual podemos escutar, pela primeira vez, Vaccines usando um violão para animar o pessoal (tudo indica que a música estará presente em um futuro terceiro álbum da banda.) O segundo momento de recompensa foi uma música que não estava incluída nos set lists: Weirdo, do segundo disco da banda.

Para terminar o show tão bem quanto ele começou, o quarteto puxou do primeiro disco a faixa mais enervante e agitada que possuem: Nørgaard. Tocando numa velocidade um pouco mais rápida que a versão de estúdio (o que lembrou um pouco os rápidos álbuns ao vivo dos Ramones), a banda empolgou tanto que até deu para perceber uma movimentação na plateia, formando o início de uma pequena roda de porrada, que não se concretizou. Ainda que tenha sido uma apresentação curta, a banda reteve a atenção do publico a todo instante.

Talvez o conceito de trabalhar com um set list com músicas tão breves e empolgantes seja justamente o que vemos, também, em Come of Age: a juventude que, embora efêmera e rápida fica marcada em nossa memória. Ficamos no aguardo para mais uma dose de eletricidade e espírito juvenil quando a banda retornar ao Brasil.

Set List

  1. No Hope

  2. Wreckin’ Bar (Ra Ra Ra)
    
3. Ghost Town
    
4. I Always Knew
    
5. Wetsuit

  3. Under Your Thumb
    
7. Tiger Blood

  4. Melody Calling
  5. All in Vain

  6. Post Break-Up Sex
  7. All in White

  8. Wolf Pack

  9. A Lack of Understanding
  10. Aftershave Ocean

  11. Blow It Up

  12. Bad Mood

  13. If You Wanna
  14. Family Friend

Bis:


  1. Weirdo
  2. Teenage Icon
  3. Nørgaard

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ARTISTA: The Vaccines
MARCADORES: Grand Metrópole, Show

Autor:

Designer frustrado, julgador de capas de discos e odiador daqueles que põem o feijão antes do arroz.