The Wombats – Via Marques, São Paulo

Evocando um espírito jovem, apresentação do trio na capital paulista empolgou os presentes em rítmo constante e divertido

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Fotos: Fernando Galassi/Monkeybuzz
Nota: 4.0

É incrível a dedicação que os fãs brasileiros tem. Se o show for em um dia de semana, eles enfrentarão o sono do dia seguinte com fúria só para pode ver sua banda favorita. Se estiver trânsito, eles vão aguentar o tempo necessário para chegar ao local (nem que seja preciso abandonar o carro no meio da rua para isso). E, nessa sexta-feira passada (27/09), nem uma das noites mais gélidas que São Paulo foi suficiente para deter os fiéis fãs de The Wombats para ver a apresentação da banda.

Para aquecer o público antes do trio de Liverpool, subiram ao palco os curtibanos do Copacabana Club. Mesmo com um setlist curto, o quarteto conseguiu transformar o lounge casual que estava a pista do Via Marquês em uma relativa animada pista de dança com hits do grupo ,como Just Do It e Sex Sex Sex, bem como novas músicas que a vocalista Caca V. disse que serão lançadas em breve.

Mas a verdade é que as pessoas estavam lá para ver o trio inglês e a ansiedade de saber se o fade out das músicas ambiente significavam a entrada a banda estava cada vez maior. Mas a banda finalmente chegou e, junto dela, um espírito de adolescência ímpar. Os primeiros acordes na guitarra estridente da música Moving To New York, foram o suficiente para evocar o adolescente revoltado interno de cada um dos presentes (embora muitos deles fossem, de fato, adolescentes).

E assim o show continuou. O sotaque inglês do vocalista Matthew Murphy arrancava gritos dos que estavam colados na grade, principalmente nos intervalos das músicas (em que ele pôde parabenizar o aniversariante do dia, o uísque Jack Daniels) e o baterista Daniel Haggis descontraia o público com piadas entre as afinações de guitarra. Mas quem de fato roubou a cena foi o baixista Tord Øverland-Knudsen, correndo de um lado ao outro do pequeno palco, interagindo com os fãs (seja simplesmente fazendo caretas ou distribuindo palhetas, mesmo quando o setlist estava nem perto de estar terminado).

Foi possível lembrar um pouco do espírito que sentimos no segundo show que The Vaccines fez em São Paulo, pois ouvir as músicas de um disco que muitos ouviram em sua adolescência (considerando que uma boa parte do público possuía lá seus vinte e poucos anos) é uma experiência única e peterpanesca. Fica aqui os cumprimentos da casa para um show feito por três pessoas que conseguiu divertir quase todos os presentes, que se revelaram verdadeiros dançarinos e exímios gritadores durante a apresentação.

Moving to New York
Kill the Director
Jump Into the Fog
Patricia the Stripper
Party in a Forest (Where’s Laura?)
Techno Fan
1996
Our Perfect Disease
Here Comes the Anxiety
Schumacher the Champagne
My First Wedding
Tokyo (Vampires & Wolves)
Bis
Anti-D
Let’s Dance to Joy Division
Euroscheisse

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MARCADORES: Show

Autor:

Designer frustrado, julgador de capas de discos e odiador daqueles que põem o feijão antes do arroz.