Wild Belle – Cine Joia, São Paulo, SP

Elliot e Natalie Bergman deram aula de suíngue e groove no show coeso em uma festa só para convidados

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Fotos: Fernando Galassi/Monkeybuzz
Nota: 4.0

Apesar do show dos irmãos Bergman ter sido programado antecipadamente pra se iniciar às 22h30, a primeira festa trazida pela filial brasileira da plataforma de streaming Deezer abriu as suas portas para seus 800 convidados selecionados um bom tempo antes disso. A casa foi se enchendo aos poucos e, enquanto a tal apresentação não se iniciava, o público se distraía bebendo de graça, tirando fotos na cabine, escolhendo bottons ou dançando sutilmente e conversando enquanto a DJ da casa apresentava uma boa seleção que variava entre o R&B e boas escolhas nacionais para aquecer a plateia.

De fato, o show teve um bom espaço de tempo para começar, mas não se estendeu muito e seguiu como demarcado pela organização. Natalie e Elliot subiram ao palco e trouxe mais pra perto quem estava apoiado no bar ou distraído com os mimos da festa. Trajada com diferentes padronagens em preto e branco, a vocalista entrou radiante e abriu com a faixa cheia de groove It’s Too Late. Apesar de ter sua sonoridade considerada como simples ou até boba por parte do público, que comentava entre uma mudança e outra, o par de músicos enfrentou muito bem uma diminuta nação de brasileiros que em uma boa parcela provavelmente mal sabia do que se trataria o show ao entrar na casa.

A dissolução do Reggae e do Ska por um viés novo foi aplicada em todo o curto repertório do estreante material Isles, principalmente através dos hits Backslider, Shine, Love Like This e Keep You, canção que encerrou a fugaz passagem dos estadunidenses. Entre uma canção e outra, Bergman sorria para os que acompanhavam os versos junto a ela e até arriscava um português improvisado agradecendo muito sorridente a quem prestigiava seu trabalho.

Apesar de não conquistar plenamente as 800 pessoas que por ali estavam, seja pelo desconhecimento de seu trabalho ou por ser considerada mais como uma atração aleatória, a experiência de ver Natalie sem os vocais dobrados e reverberados que incomodam um poco no disco foi positiva, além da coesa performance da banda que não deixou a desejar em momento algum.

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ARTISTA: Wild Belle
MARCADORES: Show

Autor:

Jornalista por formação, fotógrafo sazonal e aventureiro no design gráfico.