3 discos para conhecer Steely Dan

Por: Bruno Ascari

Foto: Henry Diltz

Uma das duplas mais geniais da música nasceu pela, digamos, estranheza de ambos. Donald Fagen e Walter Becker eram dois jovens nova-iorquinos vidrados em Jazz, apaixonados por literatura e, além de tudo, manifestavam personas que se aproximavam bem mais de um espírito nerd do que dos excessos e extravagâncias do ascendente Rock clássico.

Foto: Seamus Murphy

O grupo tinha como figuras centrais a já citada dupla e foi sempre rodeada pelos melhores instrumentistas de estúdio disponíveis na época. Fagen e Becker eram perfeccionistas ao extremo. O grupo segue como uma referência para diversos profissionais do mundo da música. Aqui, indicamos 3 discos fundamentais para mergulhar no exuberante universo do Steely Dan.

Foto: Anton Corbijn

"Can’t Buy A Thrill" (1972)

O primeiro disco é uma estreia impactante, um cartão de visita da mistura característica do Steely Dan, ainda que, se comparado a seus sucessores, Can’t Buy A Thrill seja mais calcado no Soft Rock. 

Foto: Chris Walter

O Jazz se sobressai no espetacular piano de “Fire In The Hole”, mas permeia discretamente cada harmonia intrincada e andamento sincopado de Can’t Buy A Thrill. Já temos também o senso de humor da dupla, como na algo beatleniana “Only a Fool Would Say That”, uma alfinetada no American Dream.

• “Do It Again” • “Only A Fool Would Say That” • “Fire In The Hole”

Faixas que se destacam

"Pretzel Logic" (1974)

O disco apresenta músicas mais radiofônicas e com mel Pop, como “Rikki Don’t Lose That Number”. Na época, o grupo já havia ganhado fama pelo minucioso trabalho de estúdio e notamos bem esse zelo em faixas como “Night By Night” e “Parker’s Band”.

Foto: Maria Mochnacz

Pretzel Logic é também o último a contar com a formação clássica. Após o terceiro disco, a banda intensificou ainda mais sua devoção ao estúdio, evitando ao máximo shows e turnês.

• “Rikki Don’t Lose That Number” • “Night By Night” • “Parker’s Band”

Faixas que se destacam

"Aja" (1977)

Todo o ímpeto criativo de Donald Fagen e Walter Becker, desenvolvido desde o primeiro disco, culmina em Aja e, no dia 23 de setembro de 1977, a linguagem definitiva da dupla chegava às lojas.

Foto: Maria Mochnacz

O álbum conta com mais de 40 músicos de estúdio envolvidos nas composições e é uma amostra perfeita da união entre musicalidade complexa e facilidade Pop. Na modesta opinião de quem escreve, a dupla e os músicos atingiram a perfeição que tanto almejavam.

• “Aja” • “Deacon Blues” • “Josie”

Faixas que se destacam