O pioneiro do Electroswing: Parov Stelar

O produtor austríaco mistura influências de jazz e soul dos anos 30, 40 e 50 com o que tem de mais moderno no House

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Marcus Füreder é o nome por trás da grande sensação do Parov Stelar. Se você ouví-lo com os olhos fechados, é bem capaz de imaginar um artista quarentista, em algum cabaré e um uísque na mão. Mas hoje, em dias de mistura de gêneros, Parov traz a proposta de misturar o Soul, Jazz e Swing típico dos anos 30 e 40 com as batidas mais modernas e sutis do House. A notabilidade do seu Nu-Jazz dá força a ter sido buscado para mais de 700 compilações e assinar as dezenas de trilhas sonoras de propagandas, séries, programas de TV e filmes que já foi convidado.

O produtor, no início de carreira, compunha mais um nome no estilo Pop e Electro, ainda sob a alcunha de Plasma. Após 2004, começou a produzir sob o pseudônimo de Parov Stellar, no mesmo ano que inaugurou sua própria gravadora, a Etage Noir Recordings. Seu primeiro trabalho assinado pela ENR, KissKiss EP, foi o suficiente pra projetar seu nome na cena Eletrônica mundial. Seu ímpeto de misturar estilos que integrassem o maior número de interessados repercutiu notavelmente ao ponto de considerá-lo criador da ramificação Electroswing. A ideia foi concretizada principalmente após Daylight, de 2008, Parov virou ícone do Nu-Jazz.

Füreder já tinha uma ambição e se preocupava com o formato que poderia dar a atmosfera de “banda de cabaré moderno” que ele propõe. A solução pra isso veio em 2005, quando começou a se apresentar seus sets com a presença de uma banda, a Parov Stelar Band, contendo artistas de sopro (trompete e saxofone), bateria, guitarra, baixo, percussão e até uma dupla de vocalistas. Seus shows mais parecem uma grande miscelânea musical do que uma apresentação linear. Ao vivo, o conceito se mistura com a diversão.

Nesse ano, Stelar produziu talvez seu álbum de maior repercussão. The Princess tem quinze faixas e foi lançado dia 20 de abril e caiu na crítica como um dos álbuns de maior credibilidade e origininalidade do ano. Aqui, o Electroswing deu espaço também às faixas melódicas que também são ícone da época, tudo mantendo a proposta, as batidas continuam dando suporte às bases. A música escolhida para primeiro single da obra foi Jimmy’s Gang:

Hoje, o músico ainda se encontra em turnê, já tendo passado pela Europa e América do Norte, com datas quase que sempre lotadas. Seu objetivo é cumprido e aprovado pelo público engajado pela música. O ímpeto de embaraçar influências e estilos está dando bons resultados. Parov Stelar é só um exemplo disso.

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ARTISTA: Parov Stelar
MARCADORES: Electroswing, House, Nu Jazz

Autor:

Publicitário que não sabe o que consome mais: música, jornalismo ou Burger King