tantas coisas com André Abujamra

Stravinsky, Childish Gambino, “Bacurau” e aprender a tocar fagote

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Fotos: Divulgação

Meu instrumento indispensável é…

A minha Guitarra Gibson Les Paul. Comprei durante um intercâmbio no interior dos Estados Unidos. Juntei dinheiro cortando grama para conseguir comprar uma guitarra até o final do curso. Quando bati o olho na bichinha dentro da loja, foi paixão à primeira vista e nunca mais me separei dela.

Queria compor uma música com…

Stravinsky. “Sagração da Primavera”, para mim, é uma das obras-primas mais lindas do mundo. 

Os discos que eu mais ouvi na vida foram…

Nossa, tenho que pensar um pouco para responder. Foram tantos. Isca de Polícia, do Itamar Assumpção, Tutu, do Miles Davis. David Brubeck, com Take Five, rodava tanto no toca-discos que gastou a agulha. Sem contar Charles Mingus, Oscar Peterson. Que músicos! Maravilha. Dos (não tão) recentes, lembro de “This is America”, do Childish Gambino, $O$, do Die Antwoord, e Racing With The Sun, do Chinese Man.

No início da minha carreira, o disco que eu mais ouvia era…

Machine Head, do Deep Purple. Adoro as guitarras desse disco. Também rolou muito Frank Zappa com o Joe’s Garage. Genial.

Meus livros preferidos são…

Os livros que influenciaram muito minha maneira de criar música e não podem faltar na estante: Tratado de Harmonia, do Schoenberg, e Tratado de Orquestração, de Berlioz. E sem dúvida, adoro qualquer livro do poeta persa Rumi. 

O artista mais improvável da minha playlist é…

Spike Jones, com certeza. Um maluco que não cabe em nenhuma caixinha ou tag. Sabia misturar música, humor e presença de palco. 

O último filme que fez minha cabeça foi…

Bacurau, do Kleber Mendonça Filho. Ainda mais agora no momento político absurdo que estamos vivendo. É o Brasil com B de brasa que nos fortalece.

Eu sei que uma música está pronta quando…

Eu tenho facilidade pra fechar a tampa de uma música. Não tenho muito uma regra, mas, geralmente, quando volto a respirar, ela está pronta!

Meu xodó do repertório do disco Música e Ciência é… 

A música meu xodó e que representa muito do momento d’Os Mulheres Negras nesse primeiro disco é “Xarope, a levada.” Tem a ironia, a simplicidade, o groove, é o fim do show onde as pessoas participam do concurso de dança. É uma brisa muito Mulheres.

Eu adoraria aprender a tocar… 

Fagote. É um instrumento que me fascina muito. Um dia ainda chego lá.

Meu disco preferido do Karnak é…

O disco de estreia, Karnak (1995), foi um marco pra mim. Foi o primeiro pós Os Mulheres Negras em que fiz várias músicas enquanto viajava com o grupo de teatro Boi Voador, até que fui parar em Karnak no Egito e chapei. O disco foi considerado pela revista Rolling Stones americana uns dos 10 melhores discos latinos dos anos 1990. E pra muita gente permanece atual até hoje.

Se eu pudesse escolher qualquer lugar do mundo para estar, eu estaria em…

Qualquer lugar do mundo? Em Shinjuku, Tóquio, comendo um bom sushi. Adoro o Japão.

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