Ouça: Half Moon Run

Trio canadense faz uma mistura única entre o Folk, Rock Alternativo e outros tantos estilos em um amálgama muito rico sonoramente

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“Hipnótico”. Talvez esse seja o melhor adjetivo para descrever o som do trio canadense Half Moon Run, que desde a primeira audição chama a atenção pelas suas sonoridades bem trabalhadas, que transitam entre estilos, humores e diversos elementos sem que faça o ouvinte se importar com as mudanças que ocorrem ao decorrer de seu primeiro disco, Dark Eyes. A fusão entre o Folk e o Rock Alternativo dos anos 90 e 2000 cria uma atmosfera única que leva o ouvinte a conhecer um mundo novo cheio de novas belezas a serem exploradas em uma jornada pela vasta sonoridade da banda.

O trio ainda é bem jovem, mas já mostra talento e maturidade suficientes para criar uma obra tão sólida e bem arquitetada como a que tem em mãos. A banda parece pautar-se em dois extremos estilísticos (Folk e o Rock Alternativo) e, a partir daí, desenvolver um amálgama que una os dois de modo a parecer uma transição natural e totalmente orgânica. Você pode perceber ao ouvir suas canções traços e influências de bandas como Grizzly Bear, Fleet Foxes e Radiohead que se fazem presentes como se fossem os mentores do grupo, os guiando para que pudessem seguir seu próprio caminho e fazer suas criações a partir destes ensinamentos.

Um fato interessante sobre Half Moon Run é que a banda começou como um quinteto e o responsável por criar o projeto e juntar o grupo já não faz parte dele. Pouco tempo depois, o grupo assumiu a formação que tem hoje e, de cada um dos integrantes, que vieram com influências e backgrounds completamente diferentes, surge uma ponta do triângulo e dessa mistura única.

Mesmo antes do lançamento de Dark Eyes, que foi às prateleiras em março deste ano, a banda já vinha ganhando seu espaço dentro e fora do Canadá. Em sua terra natal, a presença no festival M for Montreal (em 2011) foi o primeiro impulso para a carreira do trio, que participaria no ano seguinte dos festivais SXSW e Great Scape, além de uma intensa turnê pela Europa.

Sem músicos de apoio em shows ou estúdio, o elaborado som do trio é criado pela tríade de forma incrível. Dylan Phillips, que na maior parte do tempo assume a bateria, é encarregado também de comandar o teclado (simultaneamente). Connor Molander e Devon Portielje se revezam ao tocar guitarras, sintetizadores, samplers e percussão, enquanto Devon ainda faz os vocais.

Nos últimos meses, a banda continuou excursionando pela América do Norte e Europa, divulgando seu trabalho e chamando a atenção por onde quer que passasse. Ben Lovett, do Mumford and Sons, foi mais um dos hipnotizados pela música do grupo e recentemente deu declarações à NME dizendo que essa é uma de sua bandas favoritas e que Dark Eyes é potencialmente um dos debuts mais importantes deste ano. E nós certamente concordamos com Lovett.

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ARTISTA: Half Moon Run
MARCADORES: Ouça

Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts