Ringo Deathstarr – SP Popfest

Banda tocou músicas antigas, atuais e ainda apresentou material novo no último dia do festival, que teve ainda A Espiral de Bukowski e Wallace Costa

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Nota: 4.0

No centro velho da cidade São Paulo, mais precisamente ao lado da Praça da República, rolou nesse final de semana a primeira edição brasileira do Popfest, um festival que já percorreu várias cidade dos mundo levando bandas de Indie Pop e seus derivados. Na sexta e no sábado, o festival contou apenas com bandas nacionais, tendo para o domingo a Ringo Deathstarr, grande atração do festival e que fez os ingressos sumirem rapidamente após o início das vendas.

Com apenas 60 ingressos disponibilizados para cada dia do evento, o local ficou com uma lotação tranquila e que facilitava ver um integrante do Ringo Deathstarr por perto, seja tomando uma cerveja ou postando no perfil da banda no Twitter pelo iPhone. Essa sensação de proximidade e de naturalidade foi um ponto forte do festival.

Os shows aconteceram no porão com uma cara bem underground, com “pixações” pelas paredes e uma cabine de DJ. O clima era amigável, como ver a banda de um amigo na garagem da casa dele. Às 20h o som começava com o duo que compõe A Espiral de Bukoswki. Num clima bem instimista, a dupla sentou no chão para tocar suas músicas muito bem produzidas, ainda mais por se tratar de apenas dois integrantes para tão bem compostas faixas. Uma mistura de Pop Folk com elementos programados, como samples vocais e batidas eletrônicas, escaleta e acordeon compõe o som doce, mas com energia, que a dupla faz. Ao final da apresentação – que contou com música nova -, um cover de Mutantes com A Minha Menina. Pode-se dizer que o duo soube ligar o fogo para aquecer o festival que só estava começando.

Quem vinha a seguir era Wallace Costa e seu Folk/Psicodélico/Noise muito interessante. O nível de energia aumentava no palco, assim como o calor do aquecimento para a banda principal da noite. Com uma bateria muito marcante, guitarra e baixo sabendo soar de maneira “barulhenta” e presente, e um violão para dar o ar Folk, a banda apresentou seu trabalho e agradou o público que se mexia sentindo as canções. O grupo soube inserir bem no repertório músicas curtas e mais introspectivas e que eram só tocadas no violão em meio às mais agitadas. Destaque para a ótima faixa nova intitulada Arrow, que encerrou o show fazendo bom uso do Noise com guitarras sendo fritadas de maneira certa. Pura energia deixada no palco.

Ao final do segundo show, muitos já ficaram por ali para conseguir um bom lugar para ver a atração principal, não só da noite, mas do festival todo. O trio do Ringo Deathstarr subiu ao palco por volta das 22h e trouxe seu excelente som pela primeira vez em versão ao vivo para o público brasileiro. O set list foi impecável, mesclou as músicas do disco Colour Trip com as mais antigas da compilação Sparkler, agradando novos e antigos fãs.

A apresentação teve início com a faixa Waste do novo disco Mauve, que tem previsão de lançamento para dia 10 de Setembro. Logo em seguida, os hits So High e Kaleidoscope serviram para dar boas vindas ao público que se agitava ao ouvir as músicas. Starrsha, In Love, Sweet Girl e Swirly, Chloe, Tamburine Girl e a nova R.I.P. foram algumas das que fizeram o público se agitar nesse show quase que particular.

Bem simpáticos e nitidamente adorando estar no Brasil, os três atendiam o público que pedia fotos e autógrafos – de maneira tímida, mas atendiam e sempre com um sorriso de felicidade por ver o reconhecimento pelo trabalho deles e o carinho da plateia. Ao final do show, Fraizer deixou o convite “See you on Saturday”, convidando o público presente para o segundo show da banda em São Paulo, dessa vez no Lega Itálica (antes, a banda ainda passa por Curitiba e Rio de Janeiro)

Poucas vezes na vida se teve algo tão divertido e prazeroso para se fazer numa noite de domingo como dessa vez com o SP Popfest. Que venham outras edições!

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Autor:

Marketeiro, baixista, e sempre ouvindo música. Precisa comer toneladas de arroz com feijão para chegar a ser um Thunderbird (mas faz o que pode).