Wild Flag – Pitchfork Music Festival 2012

As meninas entraram no palco em meio a um clima super família e fizeram um show cheio de maturidade e de puro Rock

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Fotos: Monkeybuzz
Nota: 4.0

O clima era muito família na apresentação das meninas do Wild Flag. Na plateia, muitas mulheres de mais idade, famílias e inclusive algumas crianças com os pais presenciando o show da área VIP, provavelmente membros das famílias das integrantes da banda prestigiando-as em um show com clima tão bom quanto todos do Pitchfork Festival.

Quem disser que acha super normal assistir a um momento de puro Rock feito por uma banda só de mulheres, estará mentindo. Infelizmente, isso não acontece com tanta frequência, a não ser com algumas exceções da música Pop, mas estas garotas estão aí para mostrar o que estamos perdendo. No Dia Internacional da Mulher, nós do Monkeybuzz inclusive fizemos uma brincadeira contando como seria nossa banda dos sonhos dominada pelo sexo feminino, mas não seria exagero dizer que a Wild Flag não estaria longe de ser essa Dream Band.

Além de serem talentosíssimas, todas exalam experiência no palco. Citando apenas duas das integrantes, a vocalista e guitarrista Carrie Brownstein, além de já ter tocado em outra banda anteriormente, é atriz e co-criadora do programa humorístico Portlandia, ao lado de Fred Armisen, ex-Saturday Night Live. Já a baterista Janet Weiss, passou por outras três bandas, além de ter colaborado com o mestre Stephen Malkmus no projeto Stephen Malkmus and The Jicks, e com o The Shins, no excelente último álbum da banda, Port Of Morrow.

O nível de Rock tocado por elas é muito raro de se ver. As meninas mostram ter influências excelentes em sua formação musical e, com apenas um álbum, já conseguem ser inspiração para muita gente. O show, além de já ter começado cheio, tinha mais pessoas contagiadas a cada música com a atitude das meninas e chegavam para ouvir um pouco mais. A cara de todos era a mesma, boquiabertos e curtindo demais tudo que elas faziam no palco.

Os destaques ficam para Glass Tambourine, faixa em que Carrie levantou sua guitarra com uma mão ao final da canção como uma bandeira a favor da música que quebra qualquer tipo de barreira ou preconceito quando tocada de maneira sincera. O hit Romance – que já era meu preferido do álbum e um dos mais contagiantes de 2011 – foi uma bomba nos ouvidos de todo mundo e, não por acaso, elas escolheram esta como a faixa que encerraria o show. Todos sabiam a letra, cantaram junto e, no melhor momento da apresentação, bateram palmas acompanhando a parte em que a baterista comanda os vocais.

Um show sem erros nem enrolações foi exatamente o que vimos naquela tarde. Infelizmente, por terem apenas um disco, o show ficou muito curto e deixou todo mundo com um gostinho de quero mais, além de algumas duas músicas não funcionarem muito bem ao vivo, mas devido a falta de opções, obviamente não houve como fazer uma seleção mais crítica. Para quem já estava empolgado para um segundo trabalho da Wild Flag, o Monkeybuzz garante que a apresentação delas ao vivo dá ainda mais motivos para esta ansiedade.

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Autor:

Nerd de música e fundador do Monkeybuzz.