Em Busca da Playlist Perfeita

Criar uma boa seleção vai muito além de reunir suas músicas favoritas. Confira nossas dicas para fazer a mixtape de seus sonhos

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Desde que as fitas cassete apareceram, as pessoas adquiriram o costume de selecionar e agrupar suas músicas favoritas para ouvi-las fora dos álbuns de onde saíram, em situações que pedem uma trilha-sonora – afinal, qualquer hora é boa para tocar seus sons preferidos. Ainda assim, a experiência de reunir de uma só vez todas as suas favoritas pode ser um pouco frustrante, já que alguns fatores podem atrapalhar – e muito – a audição. Assim como em um disco ou um show, a escolha das faixas e a ordem em que elas aparecem interfere diretamente no resultado final.

A primeira coisa que você precisa ter em mente é o conceito por trás da sua mixtape. Calma, não estou falando de nada muito teórico, um simples “para ouvir no carro”, “para dançar” ou “para dias de chuva” já é mais do que o suficiente. Olhe para as suas músicas preferidas e escolha aquelas que mais tem a ver com a proposta, ou as que tem mais em comum entre si. Você pode se guiar também por um estilo ou uma época, o que sempre facilita bastante para que as escolhidas funcionem bem umas com as outras. Mas não se preocupe: é possível colocar Bon Iver, Arctic Monkeys e Justice em uma mesma leva, se os três estiverem dentro do seu conceito.

Bom, agora que você já escolheu quais músicas vão entrar na seleção, é hora de pensar na ordem em que elas vão aparecer. Uma boa dica é você imaginar que sua mixtape terá começo, meio e fim, para definir o ritmo. Se for alguma playlist para te agitar, talvez seja legal começar já explosivamente, para você se animar desde o início, então opte por abrir com uma faixa que costuma te colocar para cima imediatamente, depois algumas canções que vão manter um clima legal e, novamente, fechar no auge para a empolgação não acabar. Ao mesmo tempo, se for uma seleção para você relaxar, estudar ou trabalhar, a ideia pode ser manter um ritmo mais constante ao longo do decorrer das músicas.

O legal é ter em mente que uma faixa pode continuar de onde a anterior parou e desviar um pouquinho a direção da sua coletânea. Por isso que sons muito diferentes entre si podem estar presentes em uma só playlist, basta você saber completar os espaços entre eles com faixas que encaminhem a vibe cada vez mais naquela direção, sem o baque de uma mudança drástica na pegada da seleção. Se você conhece um pouco mais sobre música, pode ser divertido definir as sequências também pelos timbres dos instrumentos ou pelos acordes que encerram uma faixa e começam a próxima, por exemplo. O importante que a faixa seguinte dê continuidade para sua mixtape chegar onde você quer que ela chegue.

E você pode arriscar e colocar algumas coisas que tem pouco a ver no meio das faixas, mas que funcionariam tanto para redirecionar o caminho que a coletânea percorre, quanto para te fazer “respirar” em meio a tantas músicas, para que ouvir todas de uma vez não fique cansativo. Porém, mais importante ainda é você seguir sua intuição na hora de selecionar e agrupar as faixas, já que ninguém no mundo conhece tão bem a maneira como você gosta de ouvir música como você. Ah, vale lembrar também que esse processo todo pode ser muito divertido, afinal a única coisa mais prazerosa que gastar tempo repassando suas favoritas para escolher as que vão entrar na sua playlist é ouvir o resultado final.

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Autor:

Comunicador, arteiro, crítico e cafeínado.