O Selo de Qualidade ANTI-

Gravadora é conhecida não por trabalhar um gênero especifico, mas por ter qualidade em todo seu catálogo

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Isso não é uma regra, mas selos nascem geralmente para dar vazão a um gênero ou estilo especifico, se especializando naquilo e sendo conhecido principalmente por fomentar uma cena, seja local ou ao redor do mundo. DFA Records fez seu nome com a música Eletrônica dançante (quase sempre no mesmo clima das produções de LCD Soundsystem), Sub Pop ficou famosa por apresentar o Grunge ao mundo e Mad Decent arrancou muitos rebolados de seus ouvintes com os experimentos dos discipulos de Diplo, só para citar algumas.

Se muitas nascem com o propósito de disseminar música de um determinado estilo, a ANTI- tem quase a mesma missão, porém sem se importar com gêneros ou nomenclaturas que dão aos seus artistas. Se algo importa para a gravadora, é a qualidade e isso seu catálogo tem de sobra. É como se a empresa colocasse seu “selo de qualidade” em seus assinados, como se atestasse que o que você vai ouvir deles será sempre muito bom – não importando de que background, país, cena eles vieram.

Nascido em 1999 como um berço da Epitaph (gravadora mais ligada ao Punk e Post-Hardcore), o selo logo começou artistas dos mais váriados gêneros sob sua tutéla. Estilos como Hip Hop, Indie Rock, Soul, Folk e até mesmo Afrobeat começaram a coexisitir na mesma gravadora, o que mais tarde se popularizaria por mais outros grandes nomes do indústria. Apesar de esquisofrênico, o cátalgo da ANTI- revela muita coisa boa.

Mesmo o selo não criando destinção entre gêneros para seus artistas, nós fizemos isso para tentar facilitar um pouco a busca pelos destaques do extenso cátalogo do selo. Vamos a elas:

Rock

Composto principalmente por grandes veteranos, o cátalogo da parte mais roqueira do selo é um de seus carros chefes. Nomes como Bob Mould, Neko Case e Nick Cave and the Bad Seeds, além de Grinderman) e Wilco, representam aquela parte do Rock sem outros sobrenomes ou predicativos – o que pode ser chamado de “Rock de verdade” ou “à moda antiga”. Além desses, nomes como Divine Fits, The Black Keys, The Antlers e Tweedy representam o rol artistas que vem levando o estilo para lugares diferentes e testando suas barreiras. Dentro da Psicodelia, o destaque vai para Dr. Dog e Os Mutantes.

Emo / Post Hardcore

Em subgêneros pouco mais específicos, o estilo também tem alguns veteranos como seus principais expoentes. Se The Promise Ring foi uma banda importante para o Emo nos 90, Sparta foi igualmente importante para o Post-Hardcore na década seguinte. No meio do caminho entre os dois estilos, está Title Fight, que faz parte do atual movimento revivalista do gênero.

Folk

O Folk é também um dos grandes expoentes para o selo, que desta vez traz nomes mais contemporâneos. Nomes como Glen Hansard, Markéta Iglová (bem como o encontro da dupla em The Swell Season), Keaton Henson e Saintseneca podem ser considerados a nata do que o gênero vem apresentando nos últimos anos.

R&B / Soul

Para estes estilos, o selo mais uma vez aposta nos medalhões. Os veteranos Booker T. e Mavis Staples comandam a parte R&B do selo e o fazem com tamanha maestria – não à toa, os dois artistas ganharam notas altas para suas mais recentes obras em nossas resenhas.

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Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts