Trent Reznor, uma mente brilhante

Conheça um pouco mais de um dos músicos mais importantes das últimas duas décadas, que não se cansa de se envolver em novos projetos

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Trent Reznor é um dos grandes artistas de sua geração. Com uma bibliografia que contém um dos grupos de Rock mais importantes do final do século passado, o Nine Inch Nails, e diversos projetos pessoais que o levaram a inclusive ganhar um Oscar. Reznor é uma mente criativa inquieta, sempre em busca de novas formas de se expressar. Conheça um pouco mais sobre a carreira de uma das cabeças pensantes da música.

Com certeza, o projeto que marcou a sua carreira, demonstrando o seu talento e genialidade, foi o Nine Inch Nails. Banda de Rock Industrial, gênero que tem todos os elementos usuais do Rock and Roll, baixo, bateria e guitarra, acrescidos de elementos sintéticos como sintetizadores, drum machines e uma ambientação industrial através de barulhos de máquinas que lançaram Trent no Mainstream. O grupo que já tocou no Brasil no extinto festival Claro que é Rock de 2005, lançou o seu primeiro trabalho em 1989 denominado Pretty Hate Machine, alcançando o status de primeira obra independente a ganhar o selo de platina por cópias vendidas.

Após diversas brigas com a gravadora TVT, Reznor viu-se obrigado a usar pseudônimos durante a gravação do sucessor de Pretty Hate, o EP Broken. Foi neste trabalho que o músico e seu grupo ganharam ainda mais notoriedade, vencendo o Grammy de 1993 com a música Wish. Um vídeo tirado deste EP, Hapiness in Slavery, tornou-se polêmico ao mostrar o ator Bob Flanagan em uma cadeira que lhe dava prazer, o torturava e depois o matava. As exibições ao vivo lhe davam ainda mais notoriedade devido a agressividade de sua banda e de Trent que quebrava constantemente o seus instrumentos.

Entre o lançamento do primeiro álbum de estúdio e o segundo, o duplo The Downward Spiral, passaram-se cinco anos os quais Reznor justificou na “busca do autoconhecimento”. O período ficou marcado por diversos problemas pessoais relacionados ao músico: depressão, pânico de multidões, a morte de sua avó e o abuso de drogas, os quais acabaram culminando posteriormente no disco de maior sucesso comercial do grupo com cerca de quatro milhões de cópias vendidas nos EUA.

O NIN continuou em atividade lançando outros álbuns, em que destacamos With Teeth de 2005, disco um pouco “mais comercial” do grupo que obteve sucesso com o single The Hand That Feeds. Atualmente, encontra-se em um hiato desde o seus últimos lançamentos, The Ghost I-IV e The Slip, trabalhos independentes lançados entre Março e Maio de 2008. Um novo trabalho é esperado para este ano após Reznor afirmar que está desenvolvendo materiais para o grupo e que deseja voltar aos palcos.

No entanto, foi no recesso de sua banda que Reznor alcançou ainda mais notoriedade. Unido ao seu parceiro de projetos e produtor Atticus Ross, o cantor compôs a trilha sonora de dois sucessos de Hollywood: A Rede Social e Os Homens que Não Amavam as Mulheres. O primeiro, aliás, lhe deu o Oscar de Melhor Trilha Sonora. O trabalho de Reznor e Ross é realmente incrível, com canções que se destacam e são um dos pontos mais altos no filme sobre o Facebook. No segundo trabalho, mais uma indicação para o Oscar e uma trilha-sonora composta em três discos, com direito a Karen-O do Yeah Yeah Yeahs fazendo um cover dark da maravilhosa Immigrant Song do “pequeno grupo” Led Zeppelin.

Ano passado, o músico e produtor continuou a sua parceria com Ross e acrescentou sua esposa, Mariqueen Maandig, formando o grupo How to Destroy Angels. O projeto, com somente um EP lançado, pode ser considerado uma mistura de influências para Reznor, unindo o Rock Industrial do NIN com composições orquestradas como se fossem feitas para uma trilha-sonora.

Dentro de sua carreira, ainda podemos destacar o seu papel de produtor no primeiro disco do Marilyn Manson, A Portrait of An American Family, além de um papel de destaque nos álbuns subsequentes do cantor, podendo ser considerado um “mentor” para Manson. Trent ainda está previsto para fazer uma participação especial no esperado novo disco do Queens of The Stone Age, nos deixando ainda mais ansiosos para esta nova parceria .Sempre procurando expandir a sua mente criativa em diversos projetos, mas sempre seguindo o lado “industrial” da música e não a indústria músical (Reznor é conhecido pelas diversas brigas judiciais envolvendo gravadoras como a Universal, Interscope), o músico pode ser considerado uma das grandes cabeças da indústria fonográfica, no auge de seus 47 anos de idade.

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Autor:

Economista musical, viciado em games, filmes, astrofísica e arte em geral.