Lana Del Rey, Boards of Canada, ROSABEGE e mais…

Nesta semana, nostalgia e futurismo se misturam no Monkeyloop

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Fotos: Arte: Solo.etc

PARA OUVIR

Lana Del Rey – Norman Fucking Rockwell

Foi uma longa jornada, praticamente um ano, entre o lançamento dos singles “Mariners Apartment Complex” e “Venice Bitch” e o do disco que anunciavam. E Norman Fucking Rockwell chegou da mesma forma que as duas músicas: Detalhado, desacelerado e desencanado dos padrões. Lana canta sobre romances na Califórnia, mas, desta vez, apresentados sem o melodrama pelo qual ficou conhecida – ou melhor, ela parece agora reconhecer o exagero de seus lançamentos anteriores e aproveitar sua personalidade de um jeito mais leve e até mesmo bem-humorado. Quem diria? Soma-se a tudo isso a produção de Jack Antonoff, que caprichou em uma sonoridade seca e timbres muito bem escolhidos. Temos então um álbum arrojado e leve de escutar, sem perder o selo Lana Del Rey de “sofrência Indie”. (André Felipe de Medeiros)

niLL – Lógos

Lógos, segundo álbum do jovem rapper jundiaiense niLL, é o segundo passo acertado que sua breve carreira merece. Ampliando tudo o que foi visto em Regina (2017), o músico traz ainda mais variedade nos estilos, timbres e moods, além de uma produção mais ambiciosa que une todos esses elementos de forma bastante coesa. As letras vão se aprofundando no universo do Adotado, mostrando sua realidade através de uma lente que, por vezes, beira o existencialismo – o título filosófico não é à toa. Além disso, o registro também revela-se bastante colorido e expansivo, brincando com gêneros bastante próximos ao Pop, Vaporwave, R&B e Trap. Tudo feito de maneira bem particular – mesmo que o coletivo Brockhampton e sua tríade de mixtapes pareça ter alguma influência nesta obra. (Nik Silva)

ROSABEGE – Imagem

O quarteto de produtores de Niterói, Rio de Janeiro, vai fundo na proposta experimental e sinestésica de criar imagens através de sons – uma premissa que conduz o projeto que sucede o EP lançado em 2018, Astral Mediterrâneo. Apesar das letras terem versos com potência própria, são os sons que atuam como principais agentes instigadores destas imagens. Sem algumas limitações dos significados da linguagem escrita, há excelentes momentos em que Imagem se torna unicamente um mergulho introspectivo sugerido por sensações, sentimentos ou lembranças: os elementos, no final, vai de quem (e quando, e onde) está ouvindo. (Leandro Reis)

Boards of Canada – Music Has the Right to Children (1998)

A estética que reinava na música eletrônica do final dos anos 1990 era digital, hiper-rítmica e futurista. No entanto, a dupla escocesa composta por Mike Sandison e Marcus Eoin se absteve desse estilo para criar suas próprias normas. Assim, entram em cena experimentações analógicas que transitam entre o IDM e a Ambient Music ao lado do uso de samples, no mínimo, curiosos. O primeiro álbum de inéditas, Music Has the Right to Children (1998), reúne referências plurais que, a todo momento, aludem à natureza e ao ar livre. Isso era, inclusive, acentuado porque quando estavam no estúdio, deixavam a janela aberta. É o caso de “Rue de Whirl”. “Happy Cycling”, por sua vez, conta com o canto de alguns pássaros. Em pouco mais de 70 minutos, Boards of Canada convida o ouvinte para uma longa viagem incerta, cheia de mistérios para serem descobertos dentro sua intrincada música eletrônica. (Ana Laura Pádua)

PARA VER E OUVIR

EARTHGANG – “Ready To Die”

Billie Eilish – “all the good girls go to hell”

MONSUNE – “OUTTA MY MIND”

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