Ouça: Nnamdi Ogbonnaya

Cantor e produtor estadunidense mistura irreverência, esquisitice e muito bom gosto

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Nnamdi Ogbonnaya já foi chamado de “o músico mais estranho dos Estados Unidos”, um superlativo que, mesmo se exagerado, faz sentido assim que temos contato com sua obra. Melhor ainda é constatar que sua maneira pitoresca de tratar suas composições e produções combinam a esquisitice com uma mistura de vertentes do Hip Hop, Rap e Indie em uma qualidade sempre interessante.

Não se trata de ser “bizarro pela bizarrice”, mas de poder fazer a música que quer fazer – o que, em seu caso, é… estranha. Mas boa, bem boa.

Nascido em Los Angeles, o norte-americano de 28 anos mora em Chicago já há uns anos, sendo presente na cena da cidade como produtor e músico em diversos projetos. Ainda assim, seu destaque só aconteceu para além de seu país de origem ao lançar seu primeiro álbum, Drool (2017).

No disco, você ouve letras bastante autobiográficas misturadas a reflexões gerais com uma boa dose de irreverência, algo amparado muito bem pelo som tão, digamos, livre. Como todo bom produtor, ele sabe tirar o melhor de cada timbre para construir climas, mensagens e respostas do ouvinte, com ajuda também de um “bom gosto” bastante superior à sua tal esquisitice.

Drool pode não ser um disco que você ouve o tempo todo, daqueles que você deixa tocando enquanto faz qualquer coisa, já que sua personalidade é forte demais para você ignorar o que está escutando. Sempre que estiver na vibe, contudo, vai encontrar uma boa dose de inspiração e de entretenimento nos versos, arranjos e produções de Nnamdi Ogbonnaya.

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MARCADORES: Ouça

Autor:

Comunicador, arteiro, crítico e cafeínado.