Some Community + Wannabe Jalva

As duas bandas fizeram curtos shows, porém bons, nos quais o pouco repertório de ambas foi compensado pela animação e agitação

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Fotos: Flickr Casa Fora do Eixo
Nota: 4.0

A noite passada se dividiu em dois momentos bem distintos para mim: ver uma banda que já conhecia ao vivo e ver uma que nunca tinha visto. Posso dizer que os dois momentos foram bem surpreendentes, já que o Some Community teve um enorme crescimento desde a última vez que a vi tocando e ver Wannabe Jalva ao vivo foi uma grata surpresa.

Depois de se apresentar no festival SXSW e de uma breve turnê por algumas cidades norte-americanas, o Some Community adquiriu maturidade e confiança no palco muito maior do que a que apresentou no show de abertura do Howler no começo do ano. Além disso os músicos gravaram um ótimo EP, underconstruction, que revela também essa nova fase em que se explora novas sonoridades e constrói um som mais orgânico.

Os paulistanos abriram o show com clima de festa, apresentando músicas dos seus dois EPs, colocando algumas pessoas para dançar na fria noite de terça-feira com um set dançante e divertido. Young and Fresh, (com uma guitarra bem roqueira), 73 (repleta de sintetizadores e com uma batida bem marcante) e a ótima At Her Light foram as músicas que mais se destacaram no curto set da banda, que soma dez músicas ao todo.

O grupo fechou seu show com o single Head and Tail, alongando a sessão rítmica da música que parecia ganhar ainda mais força. Foi muito bom ver a banda evoluindo dessa maneira e ver que a experiência adquirida na sua viagem fora do país agregou muito aos seus membros.

A outra surpresa da noite ficou por conta dos porto-alegrenses do Wannabe Jalva. Essa foi a primeira vez que eu os veria ao vivo e confesso que a expectativa estava bem alta. Welcome to Jalva é um ótimo disco e suas músicas seriam perfeitas para coroar o fim desta noite dançante.

Com grande batucada e muitas guitarras, o quarteto começou o show com Come and Go, que ganhou uma abertura estendida guiada pela forte percussão. O show prosseguiu com um hit atrás do outro. A apresentação continuaria seguindo este ritmo frenético até Phone Call dar uma desacelerada, mas nem tanto assim. Voltando aos eixos dançantes, a banda seguiu com mais sucessos do seu primeiro álbum.

O único problema do show foi ser curto de mais. O disco conta com somente sete músicas, o que nos deixa com aquele gostinho de quero mais. Antes de tocar a última, o quarteto fez um cover de Gipsy Eyes, do The Jimi Hendrix Experience, e fechou com You and I, também ultima música de Welcome to Jalva.

A escalação dos artistas dessa noite foi impecável, ambos com músicas dançantes e alegres, perfeitas para aquecer a noite. Com duas experiências boas, voltei pra casa com aquela sensação que ambos os shows poderiam ter durado muito mais – o que é um ótimo sinal.

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Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts