Dingo Bells “radicalizou suas características” em “Todo Mundo Vai Mudar”

Banda se apresenta na Casa do Mancha (São Paulo) em 21, 22 e 23 de junho

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Toda a narrativa em torno de Todo Mundo Vai Mudar parece estar ligada à maturidade. Tem a ver com as reflexões propostas nos versos, como os que batizam o disco, com o fato dele trazer uma Dingo Bells mais experiente no estúdio para este que é seu segundo álbum e também, logicamente, ao mostrar uma banda com uma bagagem consideravelmente maior do que em sua estreia, Maravilhas da Vida Moderna (2015). Essa é a ideia que fica após algum de seus shows, como os desta semana na Casa do Mancha (São Paulo, 21, 22 e 23 de junho).

Segundo Felipe Kautz (baixo, sintetizador e voz) contou ao Monkeybuzz por telefone, foi decidido que o novo trabalho iria “radicalizar as características da banda que estavam presentes no primeiro disco. Ele busca uma autoralidade um pouco maior nos timbres, ele tá mais Brasil, tá mais groove, tá mais estranho, tá mais deprê, mas, ao mesmo tempo, mais Pop quando as músicas que têm esse caráter se propõem a isso”. “A gente quer fazer algo que tenha uma comunicação fácil com as pessoas, mas que quem quiser visitar esse material consiga enxergar o cuidado, o esmero e a profundidade que a gente tentou atingir nessas coisas”, explica ele.

Enquanto Maravilhas da Vida Moderna veio como uma coleção de faixas escritas ao longo dos anos, Dingo Bells se concentrou para compor as novas músicas especificamente para o lançamento. “Acho que ele carrega bastante o fato da gente ter rodado muito com o show do Maravilhas, ter ganhado um novo nível de entrosamento enquanto banda e ter também a presença do Fabricio Gambogi, guitarrista e nosso braço direito, nas composições”, comenta Kautz,”o fato da gente ter feito a composição e a construção dos arranjos em quarteto, ao invés de trio, acabou se traduzindo em um emaranhado rítmico muito mais interessante no disco novo, e mais rico do que no primeiro, pelo simples fato de termos mais uma pessoa tocando guitarra ao mesmo tempo”.

“Passar por esse processo novamente, já tendo vivenciado o primeiro, faz com que tu se aproprie um pouco mais de algumas etapas, sabe? Fora isso, tá todo mundo tocando um pouquinho melhor, mais experiente, coisa e tal, e tá todo mundo imerso em som. A gente acompanhou super de perto a mixagem de ambos os discos, então tu já começa a colocar na balança coisas que tu sabe que dá pra fazer e outras que não tem como. Por exemplo, no disco novo, eu usei quatro baixos diferentes já tendo em mente o que que a escolha do instrumento na hora de gravar o take vai ter como consequência futura se eu quiser manipular esse som. Gravar discos nessa dinâmica independente, que faz com que todo mundo coloque um pouco a mão na massa, te soma muitas experiências que te seguem até os próximos passos”.

E é nesse momento que Dingo Bells chega à Casa do Mancha para uma pequena temporada (com ingressos do dia 21 já esgotados). “Nosso primeiro show lá foi o pré-lançamento do Maravilhas, foi a primeira vez que testamos as músicas. Desde lá, a gente já teve umas oportunidades de voltar”, conta o baixista, “eu particularmente sou muito fã da casinha, a sala ali tem um milagre, eu particularmente não entendo como consegue soar tão bem sendo tão pequeno e com tão pouco equipamento”.

Excepcionalmente nestes shows em São Paulo, Diogo Brochmann (guitarra, voz, violão, teclados e sintetizadores) estará ausente, sendo substituído por João Augusto Lopes (Wannabe Jalva, Filipe Catto).

Dingo Bells em São Paulo

Local: Casa do Mancha – R. Filipe de Alcaçova, 89 Datas: 21, 22 e 23/06 Abertura da Casa: 21h Show: 22h Ingressos: R$30,00 Venda online: Sympla

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ARTISTA: Dingo Bells
MARCADORES: Entrevista

Autor:

Comunicador, arteiro, crítico e cafeínado.