Leituras da Semana: R&B, Nevilton, Xiu Xiu e mais

Separamos alguns dos melhores textos sobre música que lemos pela Web nos últimos dias

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Semanalmente, filtramos os melhores textos nacionais e internacionais que encontramos na rede, a fim de enriquecer ainda mais seu conhecimento sobre música:

Nevilton Fala Sobre o Formato Duo, por Marcelo Costa no Scream & Yell

Um pequeno bate papo do músico paranaense com o editor do Scream & Yell esclarece um pouco as variedades de shows que o grupo faz – com desde quatro músicos no palco até apenas um – e o sucessor de Sacode. De quebra, foram publicados alguns vídeos da apresentação de Nevilton, como duo, em São Paulo na semana passada.

“…conciliar expectativas e planos de vida em uma banda é sempre algo delicado. As pessoas mudam de ideia, opinião e vontades com o passar do tempo, e aos poucos se encontram insatisfeitas ou infelizes com o que vinham fazendo. Essas mudanças em formação e condições sempre nos ajudaram, no sentido de termos que nos virar e procurar soluções para continuar fazendo música, apresentando e lidando com isso como nossas atividades que priorizamos”

(Sugerido por André Felipe de Medeiros)

Piss, Porn, Shit, Sex & Sewing: On The Road With Xiu Xiu, por Luke Tuner no site The Quietus

Luke documenta algumas passagens do grupo por diversos lugares em sua turnê. O vocalista Jamie Stewart conta ao jornalista detalhes bem pessoais e às vezes escatológicas sobre apresentações, nudez em público e outras situações estranhas.

“One of the people who used to be in Xiu Xiu used to work in a porn store, so she’s really interested in going to them, but this is Dark with a capital D inside. There’s no music on, everything is all crammed in together and dusty. It was definitely seedy, there were some stairs that went up and we assumed that all the real action happened upstairs. As soon as we walked in Nika from Zola Jesus was immediately yelled at by the guy behind the counter. In the shop there’s a lot of creepy, small press, ultra-speciality magazines. One of them was baby fetish plus cross dressing but not trying to pass, so hairy ugly guys dressed as women but also wearing diapers and with pacifiers.”

(Sugerido por Nik Silva)

How The Shins Changed Zach Braff’s Life Forever, por Dominick Mayer no Consequence of Sound

Às vésperas da estreia norte-americana de Wish I Was Here, o autor comenta a participação da banda The Shins na primeira obra do artista Zach Braff, Hora de Voltar.

“The whole of Garden State is built around its music choices, from a pet funeral staged to Colin Hay to Frou Frou’s Let Go over the film’s warmhearted final scene, but it’s New Slang that’ll always be associated with the film. Neither Sam nor Largeman is perfect, but they eventually find their way together, and they have Mercer’s words of liberation from everyday banality to go on.” (Sugerido por André Felipe de Medeiros)

For the Love of Black Music, por Jason King no NPR Music

Ao invés de uma cobertura tradicional de um evento musical, o texto sobre o Essence Festival, que acontece em Nova Orleans, nos EUA, preferiu revelar o apego do público e dos artistas à cultura negra, principalmente o R&B – estilo que alguns dizem que “voltou com tudo” recentemente, mas que – como o texto aponta tão bem – nunca deixou de ser relevante e presente no cenário fonográfico. Vale a leitura!

“For four days inside the Superdome, the Essence Festival constructs an alternate universe where mature R&B performed by seasoned veterans is accorded the highest level of importance, while teen-oriented R&B is marginally represented. I consider it a relief that Essence Fest has never really been driven by the same demands for currency as music gatherings like Electric Zoo and Coachella, which live or die on their ability to lure hipster audiences with trendy acts. No need to call on Justin Timberlake or Iggy Azalea or Lorde to fill empty seats at the Superdome — at least not yet. Even during its 1995 augural year, the Essence Fest was an anachronism: headliners then included Luther Vandross, Anita Baker and Boyz II Men yet precious little of the popular youth-driven hip-hop dominating radio at the time.”

(Sugerido por André Felipe de Medeiros)

Our Own Private Saturns: Future Music Now, por Mike Powell no site Pitchfork

O autor olha para o passado da música que era considerada “futurista” em sua época, passando pelos últimos 50 anos e argumentando que estes sons utópicas dizem muito tanto sobre o passado quanto presente de nossa cultura.

“When I go back to the so-called futuristic music of the 1970s, I’m surprised by how much of it points to the past. Kraftwerk, a band so cartoonishly invested in the future that they pretended to be robots, wrote songs about the grand nobility of the locomotive (“Trans-Europe Express”), the highway system (“Autobahn”), and the look of a city at night (“Neon Lights”)—all feats of technology that by 1975 would have been worn to the point of nostalgia. My favorite song of theirs has always been Radio-Activity’s “Ohm Sweet Ohm”, a melody so wistful it would sound old no matter what synthesizer you played it on.”

(Sugerido por Maynara Fanucci)

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ARTISTA: Nevilton, Xiu Xiu
MARCADORES: Leituras da semana

Autor:

Comunicador, arteiro, crítico e cafeínado.