“Symphony”: O Pop de 2017 está em Clean Bandit

Hit do grupo inglês denuncia seu papel no som de hoje em dia

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Fotos: Rita Zimmermann

A gente sabe que tem banda que fica famosa por inovar, e tem aqueles que conseguem reconhecimento por fazer um ótimo trabalho que, ao invés de insistir no ineditismo, aposta em filtrar aquilo que uma época tem de melhor e entregar um bom som do jeitinho que a gente queria ouvir. Não é difícil afirmar que Clean Bandit se encaixa – com louvoures – nessa segunda classificação.

É o que fica na cabeça sempre que você liga o rádio e ouve Symphony entre as mais pedidas (algo que acontece direto). A parceria com a cantora Zara Larsson acumula milhões de reproduções em plataformas de streaming e com seu clipe no YouTube, resultado de vários fatores que somam para sua popularidade (como essas coisas costumam mesmo ser).

Primeiro de tudo, não é difícil afirmar que um Pop Eletrônico com vocal feminino está super em alta, talvez mais do que nunca. Alguns dos maiores sucessos dos últimos anos, como Lean On (Major Lazer + MØ) ou Closer (The Chainsmokers + Halsey), seguiram essa ideia. Symphony vem como candidata a ocupar o posto de “hit” do ano nessa mesma pegada.

Aí tem também o clipe, feito a dedo para nos lembrar que Clean Bandit vai aproveitar seu espaço para visibilidade. Nele, o maestro que acompanha Zara perde o amante e encontra na música o refúgio para o luto, em uma produção que traz o romance entre dois homens negros, um tema (ou um apanhado de assuntos) que vai muito além de qualquer “tendência” de hoje em dia.

Tudo isso é consequência também dos já oito anos de carreira que o grupo britânico acumula, após sucessos como Rather Be e Rockabye. É uma prova de maturidade de quem entende que a boa música Pop precisa sim de uma produção bem feita, mas é aquela que oferece ao público uma reunião de tudo aquilo que ele procura para ouvir, às vezes sem saber.

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Autor:

Comunicador, arteiro, crítico e cafeínado.