A ascenção de Pharrell: Produções de sucesso e participações nada coadjuvantes

Ao alto de seus 40 anos, o músico desponta com currículo invejável de artistas que confiam em seu bom gosto e técnica assertiva

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Fotos: Imagens: Terry Richardson

Um jovem garoto participava pela primeira vez de uma banda improvisada num acampamento de férias de verão enquanto descansava de suas aulas. De lá pra cá, o salto foi tamanho desde seu primeiro contato com a música através da formação do The Neptunes até a consolidação plena do nome Pharrell Williams enquanto celebridade atual em pouco mais de 20 anos. Através deste artigo é que destrinchamos a carreira de Pharrell de maneira ascendente e apontamos a trajetória que o conduziu até os dias de hoje.

O pontapé inicial

Unir-se ao amigo Chad Hugo foi a estratégia inicial da qual o músico se aventurou. Williams não pretendia ser apenas mais um músico e pensou estrategicamente já se posicionando como produtor desde sempre ao formar o The Neptunes. Fundando também a partir disso o selo Star Trak Entertainment, os rapazes chamaram atenção ao produzirem o primeiro de seu próprio projeto, o N.E.R.D (No one Ever Really Dies), formado pelos próprios e que por sorte, tiveram contato com Timbaland desde o início. A partir daí, com o lançamento do debut, In Search Of…, o material atingiu uma posição de destaque entre os lançamentos da Billboard e despertou atenção com o passar dos anos de artistas como Kelis e Snoop Dogg (hoje renomeado como Snoopy Lion). Star Trak seguiu vigente e foi responsável por grande parte da divulgação de Pharrell através de hits como Hypnotize U e convidados especiais através dos registros como Lenny Kravitz, Nelly Furtado e T.I.

Produtor-revelação e a carreira solo

A partir de 2003, Pharrell já estreava ganhando entre premiações como Grammy Award ao lado de Justin Timberlake que começava sua carreira solo. O novo produtor investiu certo em Justified cuidando de hits como Señorita e Rock Your Body e partir de então deslanchou de vez assim que o tal material ganhou prêmio de melhor álbum Pop do ano. Ainda no mesmo período, participou na marcante faixa de Snoop com direito a clipe no Brasil, Beautiful. De maneira flexível, Williams resolveu seguir os próximos anos na parte técnica, mas também investiu em sua carreira solo com apenas um disco: In My Mind, que apesar de trazer bons amigos ao registro, não é o que lhe configura mais destaque na carreira.

O Midas bem relacionado

Como estaria Pharrell na maior parte do tempo ligado a grandes produções e singles que aliam boa qualidade e diversão? O que leva a crer é que um combo de sorte, técnica e bom relacionamento com a classe artística desde sempre é que resultam na crescente relevância do músico, que aparenta ser safo e ter um bom tato na hora de se dedicar a um trabalho. Os exemplos vão desde o início, quando produziu I’m A Slave 4 U de Britney Spears que ainda surgia até momentos mais recentes, em que foi reconhecido pela sequência ininterrupta de bons hits e convidado a participar de discos de nomes como Mariah Carey, Gwen Stefani, Gloria Stefan, Daft Punk, Mayer Hawthorne, Robin Thicke.

Além disso, ele apostou antes em artistas que agora já caminham sozinhos como Kendrick Lamar e Frank Ocean, nos registros good kid, m.A.A.d city e Channel Orange. Williams realmente não para e estimativas o apontam para discos de Beyoncé, Chris Brown, Kylie Minogue, Azaelia Banks e Earl Sweatshirt. Vida longa ao rapaz que ainda promete surpreender muito a cada nova participação.

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Autor:

Jornalista por formação, fotógrafo sazonal e aventureiro no design gráfico.