Experimente: Dicas Para Você Perder Seu Medo de Músicas Intensas

Que tal uma forcinha para enfrentar medos? Temos quatro dicas para lhe ajudar a perder suas fobias musicais

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Intensidade é uma palavra usada para caracterizar força, proporção ou energia (geralmente extremas) imprimidas em um certo objeto. No caso da música, ela pode vir de diversas maneiras: nas distorções, no experimentalismo, no barulho, nas excentricidades e por aí vai. Acompanhada dessa alta intensidade, vista nas mais diversas vertentes musicais, vem o medo por grande parte dos ouvintes, que temem em aventurar nesses extremismos. Se você se enquadra nesse grupo saiba de uma coisa: nem tudo é o que parece. E para te mostrar isso, aí vão algumas dicas de como lidar com esse medo:

Compreenda qual a origem do seu medo e o enfrente

Essa é minha principal e mais importante dica (e porque não dizer que é também mais óbvia). É claro que se você tem medo de guitarras distorcidas e altas não vá começar a enfrenta-lo com algo tão extremo quanto Sonic Youth, METZ, Shellac, A Place To Burt Strangers ou Health. Você pode começar com algo mais leve, melódico e acessível dentro deste mesmo território: Japandroids, Cloud Nothings, Yuck e Dinosaur Jr. podem ser uma ótima pedida. A partir destes sons mais “calminhos” você pode ir se interessando pelos mais intensos (ou não), mas é sempre recomendado começar com pequenas doses antes de pegar pesado.

Esse é um exemplo que se orienta pelo Rock e se seu medo for com algum outro estilo ou sonoridade especifica vale a pena conferir a opinião de um amigo ou alguém que você confie para lhe indicar músicas que tenham diluídas em sua sonoridade aquilo que você mais teme.

Às vezes é muito mais Pop do que você imagina

Tomando como exemplo My God Is The Sun, principal single de …Like Clockwork, novo disco de Joshua Home e seu Queens of The Stone Age, mesmo utilizando a distorção e o volume de suas guitarras no nível onze, há uma melodia incrivelmente pegajosa, e claro um acompanhamento e produção dignos de qualquer faixa Pop – as maracas, a incrível percussão de Dave Grohl e voz forte de Homme também colaboram bastante para esta impressão (que não à toa também foi experimentada em Humbug pelo seu pupilo Alex Turner).

Um estilo que ficou conhecido por esconder esse teor Pop atrás de muita distorção e barulho (e que se torna um ótimo exemplo exatamente por isso) é o Shoegaze. My Bloody Valentine, Slowdive e Ride são os grandes precursores e talvez os mais radicais dentro deste gênero (isso se não levarmos em consideração o Blackgaze, junção do estilo com o Black Metal), mas que tal começar com uma vertente um pouco mais Pop? The History of Apple Pie, Carousels, Parakeet e Tamaryn podem ser boas dicas para você que teme as paredes de som e das guitarras nevoentas – quase ao ponto de encobrir a própria melodia.

Ela está nos mais diversos lugares

Até agora os dois exemplos foram roqueiros, mas posso te assegurar que a “alta tensão” está por todas as partes. Na Música Eletrônica, por exemplo, esses extremismos podem ser vistos aos montes, seja nos wooble bass realmente intensos de Skrillex, nas fortes batidas do duo THGHT, as excentricidades relaxantes de Darkstar, nas temáticas obscuras do duo The Haxan Cloak ou ainda na abrasividade sintetizada de Justice em faixas como Waters Of Nazareth.

Freak Folk (Stealing Sheep, tUnE-yArDs, Devendra Banhart e Dirty Projectors), Nova Psicodelia (The Mars Volta, of Montreal, Animal Collective, Black Moth Super Rainbow e MGMT) e até o mesmo o Pop (MSMR, Kate Boy, AlunaGeorge e Young Wonder) são outros estilos que ganham uma roupagem mais acessível, aliadas à intensidade do experimentalismo ou de alguma outra característica levada ao extremo. E não faltam exemplos que como os excessos podem ser observados (e curtidos) nas mais variadas vertentes da música contemporânea – escolha algum e se aventure!

EXPERIMENTE

Essa é a dica final (mas não menos importante). Afinal você nunca vai saber se gosta ou não de alguma coisa se não experimentar. Leve seu gosto musical para todos os cantos possíveis, não se delimite por gêneros ou estéticas – é claro que você terá suas favoritas, mas não deixe que isso o impeça de prosseguir na busca por novas sonoridades, não importando o quão experimental, intenso ou barulhento possa lhe parecer à primeira vista.

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Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts