Garotas Suecas – Auditório do Ibirapuera (SP)

Em show de estreia do novo álbum, quinteto mostrou que suas novas faixas funcionam muito bem também fora do ótimo registro em estúdio

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Fotos: Leonardo Mascaro/ Auditório Ibirapuera
Nota: 4.5

Depois de um domingo ensolarado, nada melhor que fechar o primeiro dia da semana embalado por um ótimo show da Garotas Suecas. A ocasião era mais que especial: a estreia do novo disco do quinteto paulistano, Feras Míticas, no Auditório do Ibirapuera. Reflexo desta nova fase do grupo, o show não mostrava muito daquela energia amplamente vista nas apresentações referentes a Escaldante Banda, lançado há três anos, mas por outro lado ele ganhou muito em qualidade, inventividade e variedade em suas faixas.

Para as novas composições o quinteto chegava a ter oito ou nove pessoas no palco, com músicos compondo a percussão, o duo de instrumentos de sopro (saxofone e flauta transversal) e eventualmente algum convidado (Paulo Miklos, Lurdez da Luz e Nick Graham-Smith). Testando todas as faixas do álbum ao vivo, a banda provou que elas funcionam muito bem também fora do registro e conversam muito bem entre si, resultando em um set fluído e tão divertido quanto os outros shows que grupo já fez.

Com uma boa sequência entre as faixas, o show caminhava por vários humores do álbum. Começando de forma mais amena, mas já botando quem quisesse pra dançar, Eu vou sorrir pra quem é gente boa mostrou um pouco do clima festivo (um pouco mais comportado, é verdade) que apresentação iria seguir. L.A. Disco e Bicho fizeram par em uma das sequências mais dançantes de todo a noite. Um tom quase sonhador tomou conta na tríade de Bucolismo, Sunday Night Blues e Pode acontecer (em que as duas últimas tinham o vocal da tecladista Irina Bertolucci).

Uma boa surpresa da noite (talvez a melhor) foi ver como o baterista Nico Paoliello se saiu ao assumir os vocais em Bucolismo e Roots Are for Trees (duas das minhas faixas preferidas de Feras Míticas). Essas faixas mais lentas propiciavam o músico, além de se ocupar com seu instrumento, a soltar sua voz sem maiores problemas. E falando em surpresa, não posso deixar de mencionar Ela, faixa do primeiro álbum, que casou muito bem o set feito pela banda até então.

Fechando o show da mesma forma que o disco se encerra, O Primeiro Dia terminou a ótima apresentação do quinteto, mostrando que suas novas faixas funcionam muito bem ao vivo. Talvez alguns fãs reclamem que a energia da banda se perdeu com o novo lançamento, mas creio também que muita gente ali se segurava nas cadeiras para não sair por aí ensaiando alguns passos de dança.

Setlist

  1. Eu Vou Sorrir Pra Quem é Gente Boa
  2. St. Mark’s Theme
  3. L.A. Disco
  4. Bicho
  5. Manchetes da Solidão
  6. Charles Chacal
  7. Bucolismo
  8. Sunday Night Blues
  9. Pode acontecer
  10. A Nuvem
  11. New Country
  12. Roots Are for Trees

Bis

  1. Ela
  2. O Primeiro Dia

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Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts