Wado – Sesc Pompeia, SP

Show de estreia do disco “Vazio Tropical” veio recheado de participações especiais que contagiaram o público presente

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Fotos: Fernando Galassi/Monkeybuzz
Nota: 3.5

Antes mesmo de começar o novo show do florianopolitano radicado no nordeste, a choperia do SESC Pompeia já tinha seu espaço um tanto preenchido por fãs de variadas idades, dos que conheciam 100% do trabalho músico aos que tiveram contato mais recente com suas composições. Apesar de um breve atraso de 20 minutos (um pouco incomum para o local), a apresentação a partir dali seguiu em ritmo de maria-fumaça.

Wado subiu ao palco trajando sorriso no rosto e despertando gritinhos desesperados dos fãs mais fiéis que o acompanham desde Maceió e por coincidência estavam na capital paulista para vê-lo e já bradando pedidos desde o começo. Abrindo com Primavera Árabe, canção de cunho político de seu mais recente registro,Vazio Tropical, é que o rapaz já chamava mais pra perto o público que cantava atento a seus movimentos de punho fechado, balançar de braços e olhares de canto.

Apesar de ser a estreia de seu mais novo trabalho, Oswaldo Schlikmann dividiu o decorrer de seu show com canções de demais trabalhos como Estrada de Atlântico Negro (2009), Fortalece Aí, Teta do registro Terceiro Mundo Festivo (2008) e também algumas composições de Samba 808, como Si próprio e Com A Ponta Dos Dedos, quando Camelo adentrou ao palco.

Repleto de músicas fugazes, o tempo em que Oswaldo permaneceu no palco pareceu tão efêmero que sua vinda muitas vezes aparentava como um “Wado Convida”, tendo seu momento preenchido por bons nomes como Cícero, que trouxe a molecada pro gargarejo do palco e gerou muitas palmas com Zelo e seu próprio momento com Tempo de Pipa. Camelo mostrou seu potencial ao subir para cantar uma sozinho ao violão a canção Melhor, do álbum de 2008 de Schlikmann enquanto todo o restante da banda se preparava para a segunda parte do show. Dezenas de flashes, celulares e expressões alegres preenchiam o espaço no período em que Camelo apresentou Tão Feliz e seguiu em palco participando com seu violão.

Canções como Carne e Rosa também tiraram da plateia o que haviam decorado das letras quase ao final do show. As surpresa especial da noite foi a entrada de Fafá de Belém como convidada coringa enaltecendo a música Tarja Preta em sua homenagem e que vem como parte do disco de estreia do projeto paralelo do músico, o Fino Coletivo. A cantora mostrou que sua voz segue a mesma em tantos anos de carreira e uniu-se ao músico e os demais convidados que foram chamados de volta ao palco, finalizando a tal canção em ritmo de festa de fim de ano.

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Autor:

Jornalista por formação, fotógrafo sazonal e aventureiro no design gráfico.