Pitchfork Music Festival 2012 – Cobertura oficial Monkeybuzz

Confira o que achamos do evento que cobrimos no último fim de semana em Chicago e contou com shows de Beach House, Dirty Projectors e Vampire Weekend, em meio a muitas outras atrações

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Fotos: Monkeybuzz

Pense em tudo que um bom fã de música espera de um festival e faça acontecer em um único fim de semana. É isso que Ryan Schreiber e sua equipe vem conseguindo há sete edições com o Pitchfork Music Festival, e na deste ano pudemos estar presentes para fazer a cobertura para vocês.

Line up

Por questões de princípios, a curadoria do festival não escala nenhum artista que não tenha sido bem falado no site recentemente. Esta, acredito que seja uma das duas grandes vantagens do line up do festival que não se influencia por hypes, posicionando-se como uma alternativa a todos os grandes eventos norte-americanos que, apesar de sempre muito legais, estão cada vez mais parecidos entre si.

A outra grande vantagem é nenhum dos dias ter um grande headliner que destoe das outras atrações, atraindo uma multidão de fãs para ver apenas um show, como acontece com certa frequência, principalmente nos grandes festivais brasileiros. Independente do gênero, todos estão lá para curtir a música e é mais do que comum ver fãs de Rap, Rock, Folk e Pop não só convivendo pacificamente, como curtindo todos os shows em conjunto.

Estrutura

Há algumas edições, o Union Park é o palco oficial da festa. O lugar é um parque em uma área um pouco mais distante do centro da cidade, mas nada que não seja possível chegar em 10 minutos de carro, em 20 de bicicleta (o estacionamento para elas era enorme e gratuito), além de diversas opções de linhas de metrô e ônibus.

As filas foram pequenas, com exceção do primeiro dia, em que, devido à chuva inesperada, a abertura dos portões atrasou em 25 minutos, deixando alguns fãs molhados na porta, mas sem de maneira nenhuma estragar a diversão. Pequenas filas para água e alimentos e muitos banheiros químicos para todos os gostos, com direito a dispensers de álcool gel para não deixar ninguém de mão suja.

Os palcos eram menores do que estamos acostumados a ver em grandes festivais, mas ideais para as necessidades dos artistas e dos públicos, que não precisavam estar muito perto para curtir todos os shows. Haviam três deles, dois eram um ao lado do outro, com a necessidade de se revezarem para os sons não invadirem os espaços, mas isso tudo já estava pensado. O palco mais distante era um pouco menor, mas não houve uma divisão clara entre o que tocava em que palco, com exceção dos “headliners” que tocavam no maior deles.

Serviços

Esta foi outra grande diferença entre o PMF e os festivais que estamos acostumados. Eles possuem uma cultura de apoio aos artistas locais, disponibilizando barraquinhas de livros de autores independentes, outras com roupas e bijouterias de pequenos designers, além da grande infinidade de artistas de pôsteres de show, um mais lindo que o outro. Uma grande tenda com os acervos de lojas de vinis locais também foi um dos destaques do evento, onde podíamos encontrar desde clássicos e pequenas raridades, a lançamentos dos artistas do momento.

A alimentação no festival também foi uma forma de apoiar pequenas lanchonetes e restaurantes locais queridinhos da cidade. Comidas para vegetarianos, barracas de frutas e produtos orgânicos, cachorros-quentes, sanduíches de costela de porco, saladas, hambúrgueres, comida chinesa, árabe, tinha para todos os gostos e sempre por um preço bem bacana.

Pode parecer que estamos puxando o saco do festival, mas realmente foi um fim de semana incrível, sem nada a reclamar, além do calor e da chuva – mas, em meio a tanta coisa boa, não há como se importar com isso. A intenção do Monkeybuzz ao cobrir o Pitchfork Music Festival foi de comprovar a qualidade ao vivo de alguns dos artistas que mais falamos por aqui e poder melhorar nossos critérios ao avaliar o que vem sendo escolhido para tocar em nossos festivais locais.

Sabemos que a proposta dos festivais que temos no Brasil é outra, portanto não há como traduzir esta mesma filosofia nos eventos que já temos por aqui, agora há sim, muito o que melhorar, principalmente no que diz respeito à escolha das bandas. Hoje, nosso país é conhecido mundialmente pela receptividade do público e basta um esforço maior das organizações para conseguirmos subir o nível de nossos eventos sem que ninguém saia perdendo com isso.

Confira abaixo nossas resenhas, separadas por ordem cronológica de apresentação no festival. Cada uma delas tem algumas fotos do respectivo show em sua galeria, mas ainda é possível conferir álbuns com fotos exclusivas em nossa página do Facebook:

Sexta

Lower Dens Japandroids Dirty Projectors Feist

Sábado

Cloud Nothings Youth Lagoon Wild Flag Hot Chip Grimes

Domingo

Iceage Ty Segall (Em Breve) Real Estate Beach House Vampire Weekend

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Autor:

Nerd de música e fundador do Monkeybuzz.