20 Melhores EPs de 2016

Saiba quais foram os EPs favoritos da redação do Monkeybuzz neste ano

Por Leandro Reis, 30/12/2016, às 21:01

Fotos: PQGRD

20. The Staves - Sleeping in a Car

“Sem se prender a amarras ou estruturas estabelecidas, o trio deixa-se livre para experimentar as barreiras de sua música. Sem o peso da influência de Bon Iver (que produziu o disco e o EP que o antecedeu), as irmãs que sua música soe menos pastoral, mas não menos bela ou impactante.” - Nik Silva

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19. Dom La Nena - Cantando

“Cada uma das canções é uma amostra dos idiomas aprendidos por Dominique em sua vida de viagens. A primeira delas, Scenic World, da banda Beirut, é a única contemporânea da obra. Os arranjos são simples e minimalistas, como ela mesma define todo o EP, uma versão samba-gringo que expressa influências brasileiras que a artista já notava na faixa enquanto tentava matar as saudades do Brasil no exterior.” - Leandro Reis

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18. Laura Welsh - See Red

“Se Soft Control provava a personalidade versátil da cantora, adaptável aos diversos cenários sugeridos pelos produtores convidados do álbum, acabava também por denunciar a necessidade de uma personalidade mais alinhada, e não tão maleável aos desejos de terceiros. See Red é um curto EP que, mesmo contando apenas com quatro faixas, mostra ser o passo que faltava na evolução da artista, alinhavando sua obra em uma sonoridade mais aderente.” - Roger Valença

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17. DOLHPHINKIDS - Bluebird

Bluebird é um EP que projeta no ouvinte (ou ao menos no resenhista) um interesse de conhecer mais de DOLHPHINKIDS, ainda mais quando tem-se a informação que esse é seu primeiro lançamento. Acima de tudo, é curioso notar como um projeto recente fez escolhas que fazem as dúvidas irem muito além de suas referências.” - André Felipe de Medeiros

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16. Brvnks - Lanches

“Seu efêmero e cativante trabalho de estreia, Lanches, talvez seja tudo o que você gostaria de ouvir de um artista brasileiro. Se você andava ouvindo nos últimos anos nomes como Best Coast, Bully e Alvvays, Bruna Guimarães e seu rico trabalho serão seus novos companheiros de andanças por aí. ” - Gabriel Rolim

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15. Bilhão - Bilhão

“No geral, as referências são bastante estrangeiras, embora exista algo de brasileiro, não apenas carioca, em seu som quase todo em português (a derradeira The Effect vem com cara de faixa-bônus - ou melhor, bonus track - no disco).Digo isso porque as letras são parte integral da absorção do clima da obra, com metáforas de fácil visualização e uma sinestesia interessante no som, do tipo de ver cores ao fechar os olhos enquanto o disco toca.” - André Felipe de Medeiros

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14. Papisa - Papisa

“O pequeno disco cumpre essa função muito bem ao apresentar Papisa em forma e conteúdo (estética sonora e temática nas letras) mais a fundo do que o single Instinto, que abre o EP, havia feito.” - André Felipe de Medeiros

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13. Gold Panda - Kingdom

“Menos magistral, porém igualmente interessante, o EP funciona como um conjunto de sobras de seu disco anterior, tamanha a similaridade sensorial. Algumas faixas são quase experimentais - como Blown (Out), na qual mudanças de pitch no bumbo são sentidas até se encontrar o ponto correto -, enquanto outras nos mostram maior coesão - como a linda Stolen Phone. Em ambos os casos, a leveza por trás de samples ecoados em uma MPC velha transmite muitos sentimentos sem palavras.” - Gabriel Rolim

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12. Sofi Tukker - Soft Animals

“Em altíssima qualidade de produção e no uso da linguagem da música Eletrônica, Sofi Tukker oferece uma obra que chega mais carregada de possibilidades do que a grande maioria dos lançamentos do gênero e ainda cumpre bem seu papel se o que o ouvinte quiser for ignorar tudo isso e apenas dançar.” - André Felipe de Medeiros

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11. Tássia Reis - Outra Esfera

Outra Esfera é um novo passo para a obra de Tássia. Com uma produção focada em estabelecer interessantes relações entre Soul, Jazz, Hip Hop e até mesmo o Trap, a compositora monta seu mar de referências para poder nos mergulhar em sinceridades plenas. Essa, a arma mais potente de Tássia, traduz desde aflições amorosas e elementos metafísicos até questões de empoderamento negro. ” - Lucas Cassoli

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10. Aphex Twin - Cheetah

“Prolixo como sempre fora, Aphex não demorou muito para lançar um EP experimental Computer Controlled Acoustic Instruments pt2 - trabalho orgânico que procurava, como seu nome diz, transformar instrumentos acústicos em música programável. Cheetah pode ser considerado uma de suas obras mais diretas ao ponto em muito tempo com mistura simples de Techno e Acid House. Bateria marcada por bumbos concentrados em CHEETAH2 [ld spectrum] mostra que a atual cena do Techno, bastante difundida inclusive no Brasil através de festas gratuitas, podem ter de volta um de seus mestres mais promissores. A simplicidade da faixa choca e, ao mesmo tempo, nos mostra que a fluidez de suas músicas sempre será sua característica principal: conciliar arranjos bonitos com um peso instrumental chocante.” - Gabriel Rolim

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09. Holger - Sexualidade e Repressão

Sexualidade e Repressão é formado por quatro sobras do disco homônimo lançado pela Holger em 2014, aquele com a empolgada Café Preto entre as faixas. Se não se encaixam com a proposta do lançamento anterior, as músicas aqui passam longe do significado casual de ‘sobra’: São composições que não são só ‘o que ficou de fora’, nem ‘o que tem pra hoje’.” - Leandro Reis

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08. Massive Attack - Ritual Spirit

“A Música Eletrônica é um exemplo dessa transformação entendida na atualidade e a misturas entre samples, jazz e tempos musicais lentos em alguns de seus subgêneros são resquícios encontrados do Trip Hop. Logo, ouvi-lo se torna quase nostálgico através do lançamento do primeiro trabalho em seis anos de um de seus pais, Massive Attack. O icônico grupo de Bristol que soube transformar os elementos marginais da música negra e imigrante de sua região em uma linguagem eletrônica e densa retorna às origens no EP Ritual Spirit.” -

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07. Fábio de Carvalho - Sonho de Cachorro

“Fábio está mais dinâmico, sendo difícil de conceber em qual estilo musical o seu EP se insere - temos momentos de Folk Alternativo, Lo-Fi e Indie Rock em cinco músicas que se estendem por longos e viajantes trinta minutos. Sua narrativa, antes bastante centrada em ansiedades, anseios e inseguranças, se dissipa por histórias que podem ser ficcionais ou não, subjetivas ou não, vindas direto do ouvinte tais interpretações. Tal como o sonho do cachorro de seu título, não sabemos se esses inseparáveis companheiros humanos sonham ou não, apenas que vivem e se relacionam com todos nós, algo que a música de Carvalho nos permite auferir igualmente independente de seu caráter fictício .” - Gabriel Rolim

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06. Ombu - Pedro

“Se no anterior havia mais espaço para a instrumentação entrar como parte da narrativa da faixa, aqui a história é toda contada através das letras. Mais uma vez, há uma poesia simples e lúcida sobre o amor, cantadas também de forma simples, porém carregada de sentimento. E reside nesse formato bastante orgânico da música do trio sua potência, que declama calmamente a letra enquanto esbraveja com seus instrumentos.” - Nik Silva

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05. Kins - Most Definitely

“Antes de dar adeus, o grupo resolveu presentear seus ouvintes com os rascunhos do que seria esse tal novo disco. Chamado Most Definitely, o compacto é recheado de cinco novas músicas, sendo uma delas o single Charlie, lançado em novembro do ano passado. O EP dá um toque pouco mais Pop (palatável) no que foi mostrado em Cyclical, misturando tendências experimentais de bandas como The Maccabees, Wild Beasts, Alt-J e Adult Jazz com um Rock inglês mais alternativo, algo pode lembrar o Radiohead de Amnesiac ou In Rainbows .” - Nik Silva

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04. Rico Dalasam - Orgunga

“O rapper não teve vergonha de mostrar seu talento, e entregou um registro que supera os limites da música de entretenimento, trazendo consigo uma mensagem de luta, empoderamento e orgulho, de uma forma que motivadora e, ao mesmo tempo, violentíssima. Novos registros e canções podem mostrar novas perspectivas, mas Orgunga já é história consolidada e cravada. Um capítulo bem escrito na história da representatividade negra e gay, um soco delicioso e necessário de se tomar” - Lucas Cassoli

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03. Mahmed - Ciao, Inércia

Ciao, Inércia é curto, porém muito profundo. Menos de dez minutos de duração é o suficiente para que penetremos em um mundo que vai muito além da definição de psicodelia, e o nome do registro é uma das principais razões para esta visão. As músicas são relativamente curtas, mas parece que nossa experiência não termina ao final do disco, pois “um corpo que está em movimento tende a ficar em movimento”. O voo que o EP nos impulsiona a ter causa uma sensação de paz que se perpetua depois da última pratada de Pra Que Ser Maior. E curiosamente, as duas primeiras faixas criam atmosferas tão pacíficas que é quase como se estivéssemos imóveis, mas na realidade estamos tão rápido que mal conseguimos perceber o mundo.” - Lucas Cassoli

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02. Ale Sater - Japão

“Japão parece também estar dividido entre dois lados, A e B, com a guitarra presente no primeiro (promovido pela maravilhosa A Seca) e um clima um pouco mais acústico no outro (com a instrumental Saída Bangu fechando bem a obra). São duas faces da mesma moeda, uma que sabe construir emoção nas melodias e arranjos cativantes, tudo dentro de um clima bastante atual (...) Os 17 minutos de extensão do EP passam rápido até demais, e a beleza dos timbres conflitantes de Volte Para Casa merece ser experimentada repetidas vezes, assim como todo Japão. Relevante para a produção brasileira como um todo, de suma importância para o nome Ale Sater e um verdadeiro deleite para o ouvinte.” - André Felipe de Medeiros

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01. Oliver Wilde - A Long Hold Star An Infinite Abduction

“A sensação de estarmos diante de uma produção mais grandiosa e expansiva se deve à partida das produções caseiras e aos processos de composição e gravação dessa obra em diversos estúdios externos. A intenção do músico é óbvia: sair do lugar onde se tem total controle para justamente não se sentir preso a nada. Tal processo é ainda mais relevante quando entendemos a história do EP: Oliver sofreu de uma grave e incerta doença, sarcoidose no coração, e sua vida parece ser paralisada nesse período. Com uma taxa de mortalidade de cerca de 50% após cinco anos de seu descobrimento, não sabemos qual realmente é o destino de Oliver, mas já vimos o resultado direto em sua música (e até no nome do disco). A doença talvez explique também a sonoridade mais imediata e roqueira encontrada aqui, muito mais Rock que seu costumeiro Folk.” - Gabriel Rolim

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