Resenhas

Landshapes – Rambutan

Oscilando entre a introspecção e o entretenimento, o Folk e o Indie Pop, grupo britânico entrega disco completo

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Ano: 2013
Selo: Bella Union
# Faixas: 10
Estilos: Folk, Indie Pop, Folk Experimental
Duração: 41:54
Nota: 4.0
Itunes: http://clk.tradedoubler.com/click?p=214843&a=2184158&url=https%3A%2F%2Fitunes.apple.com%2Fbr%2Falbum%2Frambutan%2Fid6389002

Alguns discos são nada mais do que muito envolventes. Aqueles que te abraçam no frio, te chamam pra dançar e/ou oferecem companhia para a solitude – são esses os que você vai querer levar em seu celular, iPod, mixtape ou onde quer que você transporte suas músicas pra qualquer ocasião. E Rambutan, da banda londrina Landshapes, é assim: Pau pra toda obra.

E essa ajetivação pode parecer fora do lugar para um trabalho que propõe estar, bem, justamente fora de um lugar – no caso, o “comum”. Porém, não é difícil que estas dez faixas te conquistem justamente por sua personalidade forte (principalmente se essa descrição também se aplica a você).

Com um início meio The xx (com Racehorse), o álbum logo mostra sua cara na seguinte, In Limbo, uma das melhores da obra e, não à toa, single de divulgação do disco. O bacana dela nem é só a vibe dançante, mas a crueza com que os instrumentos e vocais se mostram. Uma coisa meio “banda de garagem versão 2013”. Sabe? Quase uma jam que anima uma festa entre amigos. Isso é bom e raro.

Esse clima continua em LJ Jones, mas logo parte para caminhos mais intimistas – e sabe fazer isso muito bem, com uma pegada meio Folk, meio Freak-Experimental como consequência do espírito livre com que Landshapes (antes Lulu and the Lampshades) cria e toca música. Dessas, Demons, Threads e Night So Strong são os destaques.

Detour Ahead cai bem para quem curte um Indie Pop que nasce desses meios, quase uma versão dark de um Twee. Não tem como não curtir. O encerramento com Insomniacs Club levanta um pouco os ânimos antes do disco terminar por inteiro, o que cai muito bem.

Aquele meio pode ser um pouco parecido demais e soar até mesmo monótono, mas não é um problema se você entra de cabeça na proposta da banda. Um disco completo que faz um equilíbrio interessante entre introspecção e entretenimento, e tudo com um delicioso sotaque britânico.

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Autor:

Comunicador, arteiro, crítico e cafeínado.