Novos Nomes do Pitchfork Festival 2015 que Estão em Seus Melhores Momentos

Algumas apostas de artistas que se tornarão ainda mais populares após o festival

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Fotos: Foto por Kristina Pedersen

É comum ir ao Pitchfork Festival, assistir a um show em um palco pequeno, se impressionar e, no ano seguinte, acompanhar aquele mesmo artista lotando palcos e arenas enormes e protagonizando alguns dos maiores festivais do mundo. Estes nomes fazem a relevância do evento e tornam a lembrança de quem foi muito mais especial.

Pelo faro certeiro para novos nomes que o site americano tem, é sempre interessante fazer este exercício de tentar adivinhar quem despontará logo após o evento. Estas são algumas de nossas apostas de nomes que já são conhecidos, mas que devem multiplicar seus fãs numa velocidade grande nos próximos meses.

Tobias Jesso Jr.

Ao lançar seu disco de estreia, Goon, Tobias “inovou” dentro do cenário independente ao compor baladas no piano, o que distingue bastante seu som de seus contemporâneos. Tobias ainda precisa se soltar mais no palco e perder a timidez que o faz esquecer algumas letras, mas pela expectativa e atenção do público enquanto tocava, já dá pra perceber que este disco foi o bastante para destacar Tobias da multidão.

ILoveMakonnen

ILoveMakonnen se encaixa numa outra área do Hip Hop, diferente da frequentada por boa parte dos nomes que se destacam hoje em dia. Sua música diverte e a boa produção e sua voz diferente o destacam dos demais.

Pela multidão que se formou cedo no festival para vê-lo e pela maneira com que todos cantavam todas as músicas se divertindo, sorrindo e olhando para os amigos, dá pra ver que ILoveMakonnen é o novo queridinho dos americanos e aos poucos invadirá o resto do mundo, tanto nas rádios quanto nas festas.

Waxahatchee

Katie Crutchfield está em seu terceiro álbum com o projeto Waxahatchee. No entanto, diferente dos dois primeiros, que ganharam certo destaque em blogs de música independente, Ivy Tripp rendeu para a cantora e compositora matérias em veículos como a respeitada revista The New Yorker, o jornal The New York Times, além de apresentações na televisão. Todos destacavam a sinceridade em sua música e a colocavam como uma das grandes compositoras desta geração.

Seu show sempre foi muito bom, desde a época de American Weekend, mas com as músicas atuais, que acabam desviando um pouco mais do Indie Rock noventista, a experiência está mais imersiva e cada dia mais impressionante.

Ryley Walker

Primrose Green é um álbum de uma beleza mais caótica e complexa do que a maioria dos lançamentos hoje em dia e é esta característica que tem feito de Ryley Walker uma referência, principalmente no violão, pela precisão e rapidez com que toca, resultando numa mistura de Rock, Folk, Jazz difícil de encontrar na música independente contemporânea.

Por ser do estado de Illinois e ter frequentado a cena Noise de Chicago por muito tempo, o público do festival tinha um carinho especial pelo músico, como se fosse o próximo produto de exportação local, mais um de tantos que a região já compartilhou com o mundo da música.

Shamir

A pouca idade, energia e voz inconfundível fazem Shamir ser o destaque de qualquer lugar por onde passa – e no festival não foi diferente. Seu disco de estreia fez um barulho bem interessante, agradando tanto fãs de música mais dedicados quanto ouvintes mais casuais de música Pop. Não era difícil de olhar para o lado e ver alguém carregando uma sacola com o disco do músico, provavelmente empolgados com a divertida e dançante apresentação sem pontos baixos e que não desacelera do começo ao fim.

Natalie Prass

Toda geração precisa de sua Natalie Prass. A comoção para assisti-la, tanto no SXSW quanto no Pitchfork Festival, foi impressionante e o resultado das apresentações não decepcionou, suas músocas ao vivo são hipnotizantes e acolhedoras e sua voz é belíssima. Daqueles nomes que chegam como unanimidade, agradando a todos os gostos e idades.

Chance The Rapper

O jovem rapper de Chicago já está um patamar acima dos demais desta lista, mas a situação curiosa de sua escalação como atração principal do evento e algumas coisas que disse durante sua apresentação nos deixam imaginando como será seu futuro.

O músico já ganhou certa fama com seu primeiro disco e participou de faixas de artistas de grande exposição, como Justin Bieber. Mesmo assim, não pareceu o bastante para que fosse escalado como headliner ao lado de bandas clássicas como Sleater-Kinney ou Wilco (ou até mesmo nomes de outras edições como Belle & Sebastian, Beck ou Björk). Porém, durante o show, o rapper disse estar muito emocionado em estar em sua cidade natal para fazer o último show daquele tamanho, podendo estar tão próximo do público e completou dizendo que agora sua carreira só vai dali pra cima.

Acredito que o músico, gravadora e o próprio Pitchfork devem já ter uma ideia bem concreta do impacto que o novo e aguardado disco de Chance The Rapper terá na música e o escalou como atração principal para transmitir esta mesma ideia para o público. Se a profecia se concretizará, só o tempo dirá, mas que todos sairam falando sobre isso e mais ansiosos para este novo lançamento, não há dúvida nenhuma.

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Autor:

Nerd de música e fundador do Monkeybuzz.