Resenhas

Andrew Stockdale – Keep Moving

Depois de um EP promissor, o ex-Wolfmother se perde em um álbum demasiadamente longo e vago em ideias e sonoridades

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Ano: 2013
Selo: Universal
# Faixas: 16
Estilos: Rock Psicodélico, Hard Rock, Blues Rock
Nota: 2.0
Produção: Andrew Stockdale
Itunes: http://clk.tradedoubler.com/click?p=214843&a=2184158&url=https%3A%2F%2Fitunes.apple.com%2Fbr%2Falbum%2Fkeep-moving%2Fid6496

Basicamente Keep Moving é um disco que mostra as mesmas qualidades e defeitos do EP de mesmo nome lançado há alguns meses. Mais uma vez, Andrew Stockdale se mantém no mesmo caminho de deixar ainda mais Pop o som lisérgico que fazia ao lado de sua ex-banda, Wolfmother. O problema é que se em quatro faixas essa dinâmica branda e diluída do Rock Psicodélico dos anos 70 funcionava muito bem, quando aplicada a 16 faixas (17 se contar uma bônus) se torna cansativo, redundante e um tanto repetitivo.

Falando em se tornar redundante, as três primeiras faixas do álbum (Long Way To Go, Keep Moving e Somebody’s Calling) se repetem em relação ao EP (nesta mesma ordem e Evereyday Drone, assim como no EP, também fecha esta obra) e o abrem sem apresentar nada de fato novo. Mesmo que as demais canções sejam inéditas, elas ecoam muito da estética que Stockdale mantinha em sua banda e basicamente trabalha em cima de uma mesma ideia durante todas estas (muitas) faixas – e convenhamos que tantas músicas (muito parecidas entre si) é um grande exagero.

É claro que há músicas boas (as faixas vindas do EP, Meridian, Ghetto, She’s Motorhead, Black Swan), mas para cada música boa há outra irrelevante – o que na verdade soma apenas oito ou nove faixas boas, ou seja, metade do quase álbum se torna altamente descartável. Uma limpeza na tracklist não faria nada mal ao disco que ainda erra também na hora de elencar suas faixas e deixa grande parte das mais memoráveis ao fim do álbum – e acredito que somente o ouvinte mais persistente irá chagar a ouvir a ótima Everyday Drone (que encerra o álbum).

Keep Moving (o EP) foi um trabalho empolgante e na medida certa, já a versão cheia dele se mostra um tanto monótona, com alguns bons momentos, é claro, mas no geral muito descartável. Certamente, Andrew é um músico talentoso, mas seu primeiro trabalho solo erra (e feio) ao não conseguir mostrar isso e principalmente por se alongar por mais de uma em cima de poucas ideias (que na verdade já foram utilizadas pelo músico antes).

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Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts